
Mais Que Imagens: Como Descobri o Poder da Fotografia de Alimentos
Geraldo Terra

Quando penso na minha trajetória como fotógrafo de alimentos, percebo como tudo começou de forma inesperada. Foi no auge da pandemia, em Engenheiro Paulo de Frontin, uma pequena cidade do interior do Rio de Janeiro, onde comecei a usar a minha primeira câmera. Entre vídeos na internet e passeios pelo mato, passei a capturar cachoeiras, passarinhos e paisagens. Cada clique era uma tentativa de entender aquele equipamento e as possibilidades que ele oferecia.
O grande salto veio com o afrouxamento do lockdown, quando consegui me matricular em um curso de fotografia. Meu professor, Eduardo Barros, foi quem abriu meus olhos para o universo da fotografia de alimentos. Um dia, ele me convidou para acompanhar uma sessão de fotos para uma pizzaria. Foi paixão à primeira vista. A calma necessária para organizar cada detalhe da cena, a oportunidade de valorizar a beleza de algo aparentemente simples como uma pizza, tudo aquilo me conquistou. Desde então, a fotografia de alimentos se tornou minha paixão e meu propósito.
Primeiro Cliente e o Desafio de Começar
Lembro-me claramente do nervosismo que senti na minha primeira sessão profissional. Foi uma hamburgueria, com 16 itens do cardápio para fotografar. Eu estava tenso, com medo de não conseguir entregar o resultado que a cliente esperava. Mas a experiência foi transformadora. Não apenas consegui superar o desafio, como essa cliente se tornou uma parceira de longo prazo. Hoje, ela segue comigo em meu trabalho de marketing gastronômico, e saber que contribuí para o sucesso do negócio dela me enche de orgulho.
Desde então, desenvolvi um método que começa com a empatia. Gosto de conversar com o cliente, entender suas ideias, buscar referências e alinhar expectativas. Sempre trato o negócio do cliente como se fosse meu, colocando coração e dedicação em cada clique.
Lições do Interior e o Olhar Fotográfico
Meu início no interior moldou meu olhar de maneira definitiva. Fotografar paisagens me ensinou a procurar beleza em cada cena e a trabalhar técnicas que uso até hoje, como o domínio da luz e o cuidado com os detalhes. Essa base foi essencial para superar os desafios técnicos da fotografia de alimentos. Aprender a trabalhar com luz artificial, dominar os flashes e entender os princípios de composição foram etapas desafiadoras, mas extremamente recompensadoras.

Houve momentos de conquista que me marcaram profundamente, como ver uma das minhas fotos estampada em um banner em um shopping no Rio de Janeiro. Foi a prova de que todo o esforço valeu a pena.


Impacto e Propósito na Fotografia de Alimentos
A fotografia de alimentos, para mim, tem duas funções fundamentais: apresentar o alimento de forma clara e gerar desejo em quem o vê. E tudo isso precisa acontecer em questão de segundos, especialmente no mundo moderno, onde a atenção do consumidor é um bem precioso. Um depoimento que guardo com carinho veio daquela hamburgueria que foi meu primeiro cliente: “Quando usamos suas fotos, as vendas estouram.” Essa frase resume o impacto do meu trabalho e reforça o motivo pelo qual escolhi essa área.
Sonhos e Legado
Meu trabalho não é apenas sobre criar imagens bonitas; é sobre ajudar negócios a prosperarem, formar novos fotógrafos e construir um legado. Amo dar aulas e compartilhar meu conhecimento com quem está começando. Meu maior sonho é abrir meu próprio estúdio e escola de fotografia, um espaço onde a paixão pela arte de fotografar possa ser cultivada e expandida.
Quero ser lembrado como um fotógrafo que trabalhou com empatia, honestidade e qualidade. Um profissional que não apenas capturou imagens, mas também contou histórias e ajudou pessoas a se apaixonarem por seus próprios produtos.

A fotografia de alimentos é minha paixão, meu ofício e minha forma de conexão com o mundo. Cada clique é uma oportunidade de destacar o melhor de algo ou alguém, e é isso que me motiva a continuar.
Contato
@fotografiageraldoterra http://www.https:geraldoterrafotos.alboompro.com
Na edição anterior escrevi sobre as câmeras da Kodak, com as quais iniciei minha expériência com fotografia. E não é que a Kodak lançou câmeras retrô repaginadas… Leiam na matéria abaixo.
Nostalgia na fotografia: Kodak lança câmera vintage com impressora

Poucas marcas têm um recall tão forte quanto a Kodak, sinônimo de papel fotográfico até os anos 1990, e que hoje trabalha principalmente com softwares e sistemas de impressão. Em um resgate das raízes, a empresa lança agora uma divertida e prática máquina fotográfica.
A linha Kodak Mini Shot Retro faz parte da categoria Kodak Photo Printers, de impressoras. A empresa anuncia as câmeras como dois produtos em um: câmeras instantâneas e impressoras de fotos bluetooth. A novidades está sendo trazida pela Brazil Electronics, importadora especialista em marcas tradicionais.
Características
A Kodak Mini Shot 3 Retro é uma câmera digital de 10MP com impressora fotográfica dye sublimation integrada, para que você possa capturar fotos,visualizar no LED integrado de 1,7 polegadas, editar, aplicar efeitos ou apagar se quiser, antes de imprimir. Você também pode imprimir fotos no tamanho 3 x 3 polegadas (7,6 x 7,6 cm) diretamente da galeria do seu celular Android ou Apple iOS via Bluetooth usando o aplicativo Kodak Photo Print. Portátil, com bateria integrada e sem fios.
O que a nova câmera que imprime, uma espécie de Polaroid da Kodak, tem de diferente? Em primeiro lugar, o visual vintage das máquinas analógicas de filme fotográfico, com a tradicional cor amarela da marca. Para quem viveu aquela época, difícil resistir a esse apelo emocional.
Mas os recursos digitais nos lembram dos tempos em que vivemos. É possível tanto tirar fotos pelas câmeras e imprimir como fazer a impressão de imagens diretamente do celular, tanto para Android como para iOS.
As câmeras também já vêm com flash automático, espelho selfie e autofoco. Também é possível aplicar filtros diretamente na câmera, entre Normal, Aqua Blue 1, Aqua Blue 2, Monochrome, Sketch e Sephia. O fotógrafo pode ainda escolher se vai querer bordas e desenhos nas fotos.
. A linha contempla dois modelos: a Mini Shot Retro 2, uma câmera instantânea 10 MP, com foto printer bluetooth com tecnologia 4PASS e formato retangular 3X2 polegadas, e a Mini Shot Retro 3, uma câmera instantânea 10 MP, com foto printer bluetooth com tecnologia 4PASS, com forma quadrada 3X3 pol.
Fotos resistentes à água e toque com os dedos
Os dois modelos já vêm com mais de 60 fotos e funcionam como impressoras sem fio portáteis e câmeras digitais com bateria de lítio recarregável. Segundo a empresa, o maior diferencial das câmeras são a praticidade, a qualidade das imagens e o custo de suprimentos, já que o preço de cada foto impressa acaba sendo de 3 reais.
As imagens trazem alto contraste, pois são impressas na tecnologia proprietária dye sublimation 4 PASS. Esta tecnologia é a mesma utilizada em provas de cor na indústria gráfica e na impressão de exames médicos de imagem.

Fotografia x Arte: um tema que já gerou conflitos
Por Fred Fernandes
É muito difícil atribuir a paternidade da Fotografia a um único homem ou mesmo a um único país. A formação da imagem projetada pela luz já era conhecida desde a antiguidade faltando apenas descobrir um modo de de fixá-la numa superfície. No entanto, a sua invenção é normalmente atribuída a Louis Daguerre. O governo francês adquiriu os direitos de sua criação em 1839 e os entregou ao mundo. Desde então, a fotografia tem lutado para ser considerada uma forma de arte, como a pintura e a escultura.
Numa abordagem técnica a fotografia arregimenta conhecimentos de física (ótica) e de química mas embora esteja intimamente ligada a um instrumento técnico (a câmera) ela não deixa de estar submetida a esferas não palpáveis como o olhar, a idéia, o discurso, a intenção.
No seu nascedouro a fotografia foi uma ameaça aos pintores de então promovendo inclusive o fracasso de muitos, o fechamento de ateliês e a abertura de estúdios fotográficos. O próprio filósofo Boudelaire chegou a denominar a fotografia como “o inimigo mais mortífero da arte”. Os pintores argumentavam que a fotografia retirava o toque humano do processo de criação da imagem e, portanto, nunca poderia ser arte.
A fotografia também ameaçava fazer em segundos aquilo a que eles haviam dedicado uma vida inteira. A negação ao entendimento da fotografia como arte era tão severa que a organização da Exposição Internacional de Londres de 1862 recusou-se a exibir fotografias na mesma sala dedicada às obras de arte, expondo-as na seção de equipamentos mecânicos. Esta resistência à fotografia foi especialmente evidente nos Estados Unidos, onde os museus se recusaram a expôr fotos até o século XX.

No entanto, o sucesso da fotografia era inevitável, ao oferecer às pessoas uma maneira acessível de criar retratos de si mesmas e de seus entes queridos. E com um resultado mais detalhado do que o que qualquer artista poderia produzir. Numa época em que a expectativa de vida das pessoas era curta, a chance de imortalizar um parente no papel era irresistível e as pessoas corriam para os estúdios para obter uma foto de família enquanto todos estavam vivos.
O poder da fotografia para mudar a sociedade não estava restrito à guerra. As fotos de John Thompson retratando a pobreza nas ruas de Londres e as fotos de Jacob Riis nas favelas de Nova York catalisaram mudanças sociais. As melhorias na tecnologia significaram que as câmeras poderiam ser mais pequenas e as imagens captadas mais nítidas. Riis não teria sido capaz de documentar o que viu em Nova York sem a invenção do pó de flash iluminando as salas escuras de seus fotografados. Mas, foi a Kodak que colocou a câmera nas mãos do homem comum, em 1888. Agora que as câmeras eram acessíveis, os fotógrafos artísticos tinham que se distinguir do “snapshooter” médio, com técnicas caras, desenvolvimento teórico e acréscimos criativos.
Os pictorialistas, como eram conhecidos, afirmavam que não estavam tirando fotos, mas criando fotos. Em 1905, Alfred Stieglitz, talvez a pessoa mais influente na tentativa de dar à fotografia seu lugar entre as artes, abriu a icônica galeria 291. No interior, fotos, pinturas e esculturas foram exibidas juntas, como iguais. Como a fotografia estabeleceu sua própria linguagem artística, baseada na arte clássica que veio antes dela, os artistas clássicos começaram a questionar seu papel na sociedade. O realismo fotográfico aproximou os pintores da abstração, gerando uma série de movimentos artísticos tais como simbolismo, tonalismo, impressionismo e pós-impressionismo.
A guerra mudou a fotografia como também mudou a sociedade: aqueles que procuraram capturar a verdade da guerra, terminaram com cicatrizes profundas e famintos por humanidade. Em 1947, quatro dos mais célebres fotógrafos do mundo fundaram a Magnum: um coletivo de fotografia que buscaria a humanidade nos fotografados em vez de tentar explorá-los. Como em muitas disciplinas artísticas, o reconhecimento foi frequentemente negado às mulheres. A Magnum não era uma exceção. Grande parte das fotografias de guerra de Robert Capa, considerado por muitos como o melhor fotojornalista da história, foram de fato tiradas por sua parceira, Gerda Taro.
Mas isso já é assunto para outra edição…
A fotografia de Steven John “Sweatpants” Irby














A fotografia de Otavio Pinheiro

Otávio Pinheiro, 56 anos, carioca, fotógrafo, produtor de vídeo e desenhista. Um dia visitou a serra Macaense e imediatamente seu coração, seus olhos e principalmente suas lentes, se apaixonaram pelo que viram, impedindo-o de querer voltar para o Rio de Janeiro. Recebe como um privilégio poder estar nesse lugar todo dia, a cada dia que passa. Desde então onvida todos a conhecer a linda serra Macaense e sua exuberante natureza, com seu ícone maior, a “Pedra do Frade”. Nas fotos a seguir, compartilha com seu olhar sobre esse paraíso.
“DEPOIS QUE ENXERGAR A NATUREZA, NÃO CONSEGUIRÁ VER OUTRA COISA”.
instagram: @otaviopinheirophoto Andanças






















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