Nº 005

EDITAL

Depois da primeira edição da PHOSGRAPHEIN vieram outras três, todas no mês de fevereiro. Furor editorial? Pode ser. Mas agora a idéia é editar a revista mensalmente, tendo tempo pra buscar matérias, pra compor suas páginas. Alguns fotógrafos amigos foram convidados a participar bem como pessoas não exatamente ligadas diretamente à fotografia mas certamente à imagem..Mas cada indivíduo tem seu tempo de produção. Então a revista vai saindo, sempre aberta a quem quiser expor seu trabalho.

Deste exemplar em diante as matérias serão incluídas em colunas, conforme a necessidade.

VÁ E VEJA – Com dicas de eventos , filmes, peças teatrais, exposições, vernissages, etc.

HISTOFOTO – Matérias sobre a história da Fotografia, fotógrafos do passado, etc.

EQUIPAMENTOS & TÉCNICA – Lançamentos de câmeras e periféricos, arqueologia dos equipamentos fotográficos, dicas de composição, etc.

FOTÓGRAFOS EM TODA TERRA – Porfólio de fotógrafos mundo afora.

PRATA DA CASA – Portfólio de fotógrafos brasileiros em terra tupiniquim.

FOTOLENDO – Artigos e textos acadêmicos ou não.

CONCURSOS – Exposição de fotografias participantes de concursos

VÁ E VEJA

METAMORPHOSIS 2025

Metamorphosis 2025: o movimento que está redefinindo a fotografia no Brasil e no mundo.

📸 Mais do que um evento, o Metamorphosis é o lugar onde ideias nascem, carreiras se transformam e a fotografia ganha uma nova vida. De 18 a 20 de março de 2025, em Bento Gonçalves – RS, estarão reunidos os maiores nomes da fotografia, com palestras que inspiram, técnicas que elevam e conexões que transformam.

A fotografia pode não mudar o mundo, mas transforma quem a vive.

O Metamorphosis 2025 é para quem entende que fotografar é mais do que capturar imagens. É sobre criar conexões profundas, contar histórias que tocam a alma e enxergar além do óbvio. 🌟 No Metamorphosis você aprende com os melhores, mas, mais do que isso, você descobre o que só você pode oferecer ao mundo.

Mude o que você acha que sabe sobre fotografia. Experimente momentos que desafiam a sua zona de conforto.

Faça parte de um movimento que celebra quem você é e quem pode se tornar.

📅 Quando? 18 a 20 de março de 2025 📍 Onde? Garibaldi, RS

EXPO BRASIL 2025

O CONGRESSO MAIS AGUARDADO DO ANO ESTÁ CHEGANDO

25 e 26 de março de 2025 – CENTRO DE CONVENÇÔES FREI CANECA – SÃO PAULO – SP

A 2º Edição do Congresso ExpoImage Brasil está ainda melhor e promete agitar o evento mais importante da América Latina para fotógrafos e filmmakers profissionais.

O Palco WEDDING terá 10 palestras inéditas e 20 horas de conteúdo profundo com os principais nomes do mercado – onde você terá acesso a apresentações exclusivas, com técnicas e estratégias imediatamente aplicáveis, que irão te proporcionar resultados extraordinários!

Além do Palco WEDDING, todo o evento é um espetáculo de conhecimento e conexão:

PALCO WEDDING

Posicionamento de Imagem • StorySelling • Marketing de Autoridade • Processo Criativo • Gestão Financeira • Olhar Fotográfico • Filme de Casamento • Fotografia de casamento • Olhar, Movimento e Crescimento

Prepare-se para um mergulho no universo da fotografia e filme de casamento, repleto de insights poderosos. Aprenda estratégias de gestão e vendas para fortalecer seu negócio; desperte sua criatividade para capturar momentos inesquecíveis; domine o posicionamento e o marketing para conquistar clientes e destacar-se no mercado. Serão palestras imperdíveis que vão transformar seu olhar e levar sua carreira a um novo patamar!

PALCO FAMILY

Fotografia Pet • Newborn • Foto e Vídeo de Família • Ensaios Criativos • Gestão de Negócios • Gestante • Marketing de Bastidores • Vídeo de Festa Infantil • Direção e Storytelling • Vendas

Prepare-se para um mergulho no universo da FOTOGRAFIA DE FAMÍLIA, repleto de insights poderosos. Aprenda estratégias de gestão de vendas para fortalecer o seu negócio; desperte sua criatividade para capturar momentos inesquecíveis; tenha domínio em várias áreas da Fotografia de Família; conquiste mais clientes e destaque-se no mercado dos grandes profissionais.

PALCO IMAGE

Um palco aberto no meio da feira, com 20 palestras abordando todos os nichos da fotografia e do vídeo, desde técnicas avançadas até gestão marketing e inovação. Conecte-se com especialistas, aprenda novas habilidades e fique por dentro das tendências que definirão o futuro do setor.

PHOTO IN RIO CONFERENCE

O Photo in Rio Conference é desde 2019, um dos principais congressos de Fotografia & Video da América Latina.

Todos que já participaram do evento nas edições anteriores foram inspirados e contagiados pela experiência transformadora que foi proporcionada aos congressistas.Sempre com os melhores palestrantes, com aquele networking acalorado típico do carioca que resulta em novas amizades e trocas de experiências, promoções exclusivas com as melhores empresas do ramo durante a feira de negócios aberta ao público e ainda a melhor festa de confraternização do Brasil, no “Rio Scenarium” na Lapa, com show de samba ao vivo e muita alegria.

Serão 03 dias intensos de conteúdo inteligente e relevante para a sua carreira e aprendizado,distribuído entre as 24 palestras em 02 palcos simultâneos, com práticas ao vivo, sorteios, bons negóciosaprendizados, networking e reencontros.

E como cada um dos 03 dias são segmentados por temas, você tem a opção de comprar o passaporte apenas para um dia com determinados segmentos do seu interesse, que dará acesso aos 2 palcos com todas as palestras do dia e ainda ganhará acesso para entrar na festa de confraternização no segundo dia.E se você é um fotógrafo, filmmaker ou entusiasta de outro estado, será muito bem vindo para visitar o Rio de Janeiro em julho, conhecer a hospitalidade carioca e evoluir com essa experiência.

Para quem é o evento:Fotógrafos e filmmakers profissionais, estudantes de fotografia e cinema, pessoas que tem como hobbies a fotografia e a criação de videos, empreendedores que querem uma expertise de posicionamento de marca e para fotografar e criar videos para uma divulgação de excelência da sua empresa nas redes sociais.

Programação:A programação completa do 03 dias de evento e da festa, será anunciada em breve. 

Política do evento:Cancelamento de ingressos pagos: Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento, após esse período, caso não possa estar presente no evento, podemos creditar o passaporte pago para a edição de 2025, desde que solicitado até 10 dias antes do evento.

LOCAL: Hotel Vila Galé Rio de Janeiro – Rua Riachuelo, 124 Centro, Rio de Janeiro, RJ

HISTOFOTO

Augusto Malta, dono da memória fotográfica do Rio
por Regina da Luz Moreira

No início do século XX, um fotógrafo se destaca em meio às reformas urbanísticas orquestradas pelo prefeito Francisco Pereira Passos (1902-1906): Augusto César Malta de Campos, um fotógrafo que assumiu o projeto das elites e cujas imagens da cidade ajudaram a construir, para o Rio de Janeiro, o Rio da Belle Époque, a imagem de —vitrine do Brasil“.

Contudo, são poucas as informações disponíveis sobre ele, que ficam restritas, grosso modo, à sua atuação como fotógrafo. Faltam, ao leitor mais curioso, dados mais detalhados sobre sua origem familiar, formação e o nível ou tipo de engajamento que tinha com o projeto de reurbanização implementado pelo prefeito Pereira Passos. Ou ainda, o que entendia por ”modernização‘ e ”civilização‘ da capital do país, bem como qual a compreensão que tinha de seu papel enquanto fotógrafo, e principalmente enquanto fotógrafo oficial da municipalidade.

Augusto Malta nasceu em Mata Grande (AL), então Paulo Afonso, a 14 de maio de 1864. Sobre sua família, mesmo em casa, com os filhos, Malta foi sempre muito reservado, não falando sobre o passado. Sabe-se apenas que um tio seu, Euclides Vieira Malta, foi presidente do estado de Alagoas entre 1900 e 1912.

Seu pai, escrivão da cidade, cedo decidiu mandá-lo para a casa do padre Castilhos, padrinho de Malta, para que pudesse completar sua alfabetização. Com ele, Augusto Malta aprendeu também rudimentos do latim, e, já adolescente, optou pela carreira militar. Fixou-se então em Recife, onde sentou praça. Em maio de 1888, ainda na capital pernambucana, participou de comícios e passeatas em apoio à abolição da escravatura.

Em fins de 1888, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se empregou na firma de Leandro Martins como auxiliar de escrita. Já no ano seguinte era promovido a guarda-livros. Republicano, participou dos acontecimentos de 15 de novembro de 1889, tendo empunhado o porta-estandarte do Centro Republicano Lopes Trovão, à frente dos populares que se dirigiam ao Paço Municipal œ então localizado na atual Praça da República.

A partir de 1894, aproximadamente, Augusto Malta estabeleceu seu próprio escritório de guarda-livros, a ”Casa Ouvidor‘ – situada na Rua do Ouvidor, esquina com Uruguaiana. Esta, no entanto, teve curta existência: segundo o próprio Malta —em oito meses [perdera] 20 contos […], [ficando] que nem caburé no oco do pau em dia de chuva“. Decidiu então visitar a família em Alagoas. Ao retornar ao Rio trazia, além de algum dinheiro, vários irmãos, para quem arranjaria colocação. Por seu lado, Malta passou a dedicar-se ao comércio de secos e molhados, instalando sua loja onde hoje é a Avenida Marechal Floriano, então Rua Larga de São Joaquim.

Novo insucesso levou-o a comerciar tecidos finos por amostra, atividade em que passou a empregar, no lugar do cavalo, uma bicicleta5, com a qual percorria diariamente, e com maior rapidez, a freguesia. Além de permitir conhecer as famílias mais importantes da cidade, esta nova atividade também possibilitou a malta adquirir um amplo conhecimento da cidade que pouco mais tarde se tornaria
o alvo predileto de suas lentes.

Trocando a bicicleta por uma câmara fotográfica

Foi em 1900 que Augusto Malta teve seu primeiro contato com a fotografia, embora ainda como amador. Tudo começou com a oferta feita por um de seus fregueses, para trocar a bicicleta por uma câmara fotográfica: Segundo sua filha, —[tudo] começou com uma pequena máquina, que ele trocou pela bicicleta. […] Era
o instrumento de trabalho dele, mas ele trocou por essa pequena máquina. Daí, ele começou a tirar [fotos], e tomou gosto.“ A partir desse momento, Malta passou a registrar não apenas amigos e familiares, mas também o Rio de Janeiro, cidade que, pelo menos até 1936, foi o alvo principal de sua lente. Sua experiência acabou por transformá-lo no primeiro fotógrafo brasileiro a ter uma visão jornalística dos acontecimentos.

Em 1903, no início da gestão de Francisco Pereira Passos, Augusto Malta foi levado pelo amigo Antônio Alves da Silva Júnior, fornecedor da Prefeitura, para fotografar algumas das primeiras obras do novo prefeito. Entusiasmado com o resultado obtido pelas fotografias, Pereira Passos ofereceu a Malta o cargo de fotógrafo documentalista da Prefeitura, até então inexistente e que foi criado especialmente para ele. Como tal, sua função seria —fotografar a execução e a inauguração de obras públicas […]; documentar logradouros públicos que teriam seus traços alterados; fotografar estabelecimentos ligados ao Município (escolas, hospitais, asilos), prédios históricos que seriam demolidos, festas organizadas pela Prefeitura (escolares, religiosas, inaugurações e comemorações cívicas), e ao
mesmo tempo flagrantes do momento, como ressacas, enchentes, desabamentos etc.“ (Berger, [1979?]:3).

Em suma, algo que correspondesse ao esforço conjunto da Prefeitura e do governo federal para a transformação do Rio de Janeiro em uma metrópole nos moldes europeus. Mas, principalmente, que deixasse fotograficamente documentado tanto o atraso anterior, quanto a grandiosidade de cada uma das obras œ não podemos nos esquecer que a fotografia era vista então como a mais
real e fiel expressão de um acontecimento. Mas Malta deveria registrar
principalmente os resultados obtidos. Em outras palavras, documentara transformação de uma cidade ainda tipicamente colonial em uma verdadeira metrópole, e através dela —civilizar“ os hábitos e costumes da população.

Uma vez criado o cargo de fotógrafo, subordinado à Diretoria Geral de Obras e Viação da Prefeitura, Malta foi contratado, tendo assumido as novas funções em 23 de junho de 1903: —Daí por diante, transformei-me em fotógrafo oficial […]. Passos foi um grande animador da minha arte, dava-me conselhos e protegia-me […]. Cedo compreendi o valor desse trabalho para a história do Rio […]“ (Nosso Século, 1980:60). Logo, contudo, Malta teve ampliado o âmbito de suas funções, passando a acompanhar o dia-a-dia do prefeito œ incluindo-se aí os passeios à Floresta da Tijuca com as personalidades estrangeiras que visitavam o Rio, como o secretário de Estado norte-americano Elihu Root e a atriz italiana Tina di Lorenzo -; flagrantes da família Passos e fotos de estúdio do prefeito e de seu filho, o também engenheiro Francisco de Oliveira Passos.

A intensidade do trabalho desenvolvido junto à Prefeitura, bem como o fato de residir nas dependências do Palácio Municipal œ onde também tinha seu laboratório œ intensificou a ligação de Augusto Malta com a fotografia. Já em 1905, entusiasmado com os cartões postais6, o fotógrafo filiou-se à Sociedade Cartófila Emmanuel Hermann, como sócio-fundador nº 148. A partir dos anos de 1910 passou a editá-los, tendo criado para este fim a série Edições Malta (Belchior, 1986: 11). Outras imagens foram por ele editadas como postais através da casa ”Photo Rio Branco‘.

São muitos os indícios da identificação existente entre o fotógrafo e o projeto de modernização urbanística do prefeito, embora ainda não se saiba até onde ela ia. No entanto, não podemos esquecer de que Malta, desde seu tempo de fotógrafo amador sempre se preocupou em registrar os usos e costumes da

6 Os primeiros cartões postais circularam no Brasil ainda em finais do século XIX. No Rio de Janeiro, a remodelação urbanística determinada pela administração Pereira Passos representou o auge da procura por esse tipo de imagem.

População carioca. Seria uma simples preocupação em reter —a fisionomia de uma cidade que estava sendo destruída, para ceder lugar a […] outra“ (L. Carvalho, 1982:19), e deste modo valorizar o novo, o moderno, ou algo bem mais amplo, voltado para o registro da sociedade como um todo?

Os álbuns fotográficos produzidos por Malta eram encaminhados ao prefeito, que, de posse deles, recebia os proprietários dos imóveis para negociar o valor da desapropriação. Os registros fotográficos serviam assim de prova por parte da prefeitura, nos casos de questionamento dos valores estabelecidos pela Prefeitura. Em 1905, na Mensagem enviada ao Conselho Municipal, Pereira Passos enfatizou a importância da atuação do laboratório fotográfico da Diretoria de Obras e Viação, cujos trabalhos permitiriam às gerações futuras tomar conhecimento da exata proporção das reformas desenvolvidas por sua gestão. Neste mesmo sentido, neste mesmo ano, podemos verificar a publicação do livro Rio de Janeiro, de autoria de Ferreira da Rosa, em edição oficial da Prefeitura. Este trabalho de registro visual da cidade se estendeu além da gestão de Pereira Passos, tornando-se uma prática comum entre os prefeitos, como André Gustavo Paulo de Frontin (1919-1920) e Carlos César de Oliveira Sampaio (1920-1922).

O reconhecimento, no entanto, não impediu a extinção de cargo de fotógrafo em 1909, no mesmo ano em a Prefeitura empregava alguns dos registros fotográficos de Augusto Malta para ilustrar o guia que publicava sobre o Rio de Janeiro, La ville de Rio de Janeiro et ses environs. A partir de então ficou subordinado à Subdiretoria de Serviços da Carta Cadastral, órgão da Diretoria de Obras e Viação. Somente quatro anos mais tarde, já em 1913, o cargo foi recriado e ele reassumiu as funções. Neste meio tempo, Malta publicou o ‰lbum geral do Brasil, em edição do autor, onde apresentava imagens inéditas de cidades brasileiras, em especial do Rio de Janeiro.

Por outro lado, a convivência com Pereira Passos, deu a Malta a oportunidade de entrar em contato com pessoas que integravam, na expressão de sua filha Amaltéa Carlini, a ”nata da sociedade‘. Isto, mais tarde, quando abriu seu próprio estúdio, lhe serviu de cartão de apresentação, garantindo muitos convites de particulares para registrar festas, casamentos, batizados, acontecimentos em geral, além de garantir contratos de prestação de serviços para firmas como a Companhia de Seguros Sul América e a Light.

Durante todo o período em que exerceu a função de fotógrafo da municipalidade, entre 1903 e 1936, Augusto Malta trabalhou quase sempre sozinho, sem qualquer tipo de ajudante ou colaborador – salvo em 1922, quando o acúmulo de trabalho provocado pela Exposição do Centenário da Independência levou-o a contratar, às suas próprias custas, o irmão Teófilo (Carlini, 1980). Em termos técnicos, manteve-se sempre fiel ao seu equipamento, só admitindo mudanças a partir do momento em que o filho Aristógiton passou a trabalhar com ele. Foram então introduzidas câmaras americanas e alemãs, as mais modernas então existentes. Mesmo assim, até praticamente os 90 anos continuou a fotografar com chapas de vidro, optando, no entanto, pelas de tamanho mais reduzido, como as de 13 cm por 18 cm.

Em Malta, a noção de documento assumia sua mais ampla dimensão na imagem produzida, já que boa parte delas apresentava a identificação de sua autoria nos negativos de vidro œ hábito até então não muito empregado. Nos diversos acervos que possuem registros fotográficos de Malta encontramos uma diversidade de assinaturas, variando de ”Malta‘, ”A. Malta‘, ”Augto Malta‘, ”Malta Phot.‘, e chegando a um carimbo colocado no verso da imagem, com os dizeres: ”Aug. Malta/Fot./tel 22 8684‘. Freqüentemente anotava também da data, lugar ou quaisquer outras informações que considerasse necessárias. Algumas delas – normalmente registros no início de sua carreira -, chegam a apresentar as condições técnicas do registro, com indicações sobre as condições climáticas, abertura do diafragma e o tempo de exposição. Tudo era registrado nas chapas com uma pena e tinta nanquim, escritas de trás para frente á que eram negativos.

Augusto César Malta de Campos foi o responsável direto pelo surgimento no Brasil da reportagem ilustrada, tendo cedido a jornais e revistas da época – como Kosmos, Illustração Brasileira, Revista da Semana e Fon-Fon – fotografias de acontecimentos importantes. Hoje encontramos publicadas reportagens fotográficas de sua autoria, cobrindo eventos e acontecimentos como a ressaca de 1906; o ”suicídio do quiosque 124‘; a chegada de Elihu Root; o desabamento do prédio do Clube de Engenharia; e a revolta da Chibata em 1910. Para Boris Kossoy (1980:85), —seria difícil imaginar algum tema que Malta não tivesse registrado […]. em Malta já se percebe o fotógrafo preocupado com o registro espontâneo, dada sua abordagem direta […]. Habituado à observação da movimentação urbana pela própria natureza de seu trabalho profissional, Malta inaugura o fotojornalismo brasileiro“ (op. cit.: 85-86).

A partir de 1932, a Diretoria Geral de Obras e Viação foi substituída pela Diretoria Geral de Engenharia. Com a reforma, Augusto Malta agregou às suas atividades habituais a organização do arquivo fotográfico e histórico do material produzido. Para tanto, deveria também —fornecer ao Arquivo Público as fotografias relativas ao desenvolvimento da cidade ou de cerimônias realizadas“ (Augusto Malta, 1994: 17). Quadro anos depois, a 25 de agosto – mês em que foi comemorado o centenário de Pereira Passos -, Augusto Malta aposentou-se como fotógrafo oficial da Prefeitura do Distrito Federal. No cargo, foi substituído por seu filho Aristógiton, que até então fora seu auxiliar. A fotografia, contudo continuou a fazer parte de seu cotidiano. Malta continuou a praticá-la até poucos anos antes de sua morte.

Augusto César Malta de Campos faleceu no Rio de Janeiro a 30 de junho de 1957. Foi casado com Laura de Oliveira Campos (falecida em 1904), com quem teve quatro filhos: Arethusa (morta em 1913), Aristocléa, Luttgardes, Callestenis (1900-1919), e Aristógiton. E em segundas núpcias com Celina Augusto Verscheuren Malta de Campos, mãe de Dirce, Eglé, Uriel e Amaltéa.

Ao longo dos quase 50 anos em que atuou como fotógrafo, produziu mais de 30 mil registros, entre negativos de vidro e chapas fotográficas, a maior parte perdida ou estragada pela ação do tempo ou à pouca valorização dada a eles pelas sucessivas administrações municipais. A pequena parcela que sobreviveu ao tempo encontra-se espalhada em diversas instituições de memória da cidade do Rio de Janeiro, como o Arquivo Geral da Cidade, o Museu da Imagem e do Som, Museu da República, e Casa de Rui Barbosa, além de empresas como a Light. São registros documentais que possibilitam a (re)construção da evolução do espaço urbano do Rio de Janeiro, assim como contribuem significativamente para a (re)construção de sua história œ política, social, cultural, arquitetônica e artística daquela que durante toda sua existência profissional foi a capital do país.

Fonte: http://portalaugustomalta.rio.rj.gov.br/blog-post/augusto-malta-dono-da-memoria-fotografica-do-rio

Fotos de Augusto Malta

Moças no Rio de Janeiro – 1908.

Augusto Malta e filhos no Passeio Público. Autor e data desconhecidos.

Construção de ponte sobre canal na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Avenida Pasteur esquina com Avenida Portugual, em 1910.

Operários ainda trabalhavam na Av. Marechal Floriano, em 1908.

Favela Morro do Pinto, Santo Cristo. 1912.

Rua da Carioca em obras de alargamento.

Trajes femininos de banho;

Oficina de moldagem. Estação de Villa Izabel (Oficina de fundição de ferro). 1908

Canal do Mangue. 1920

A Avenida Vieira Souto Avenida Vieira Souto, em Ipanema, em 1911 

A Avenida Beira Mar fotografada de dentro do Palácio Monroe em 21 de dezembro de 1906

Cortiço na Rua do Hospício (atual Buenos Aires), 1905

Obras de abertura da Avenida Central (atual Rio Branco), 1904

Jatos d’água colaboram no desmonte do morro do Castelo, 1922

Avenida Central, Rio de Janeiro (1906)

Interior de um cortiço, Rio de Janeiro (1906)

Favela Morro do Pinto, Rio de Janeiro (1912)

Ressaca Av Atlântica, Rio de Janeiro – 1919

Hotel Avenida Localizado na Av. Central (atual Av. Rio Branco), que foi demolido em 1957 para dar lugar ao Edifício Avenida Central.

Mesmo aposentado, continuou fotografando, por quase 20 anos, todos os aspectos da vida cotidiana, inclusive o carnaval, que ele registrou até meados da década de 40 e que hoje se constitui no mais valioso documento de memória do que foi o carnaval carioca.

Morro do Castelo, 1912.

Augusto Malta (último sentado com o chapéu no joelho) na fundação da Associação dos Fotógrafos de Imprensa do Rio de Janeiro. Revista Fon-Fon de 1º de novembro de 1913. Foto J. Garcia

EQUIPAMENTOS & TÉCNICA

SONY ALFA 7RV

A primeira câmera da série Alpha com uma unidade dedicada de Inteligência Artificial

A Sony apresentou a ALPHA 7R V como a nova câmera da série 7R em sua renomada linha Alpha de câmeras sem espelho com lentes intercambiáveis. Essa câmera é ideal para profissionais que precisam de uma ferramenta de imagem de alta resolução de primeira linha. O ALPHA 7R V combina o sensor de imagem de alta resolução da Sony e, pela primeira vez em uma câmera Alpha 7R, o poderoso mecanismo de processamento de imagem BIONZ XR™. A combinação de alta resolução e esse processador permite novos avanços no reconhecimento de assuntos e na captura de vídeo e fotografia. O novo ALPHA 7R V possui 61 MP para fotografia, saída de vídeo de 8K [1] aprimorada, a estabilização de imagem em 8 etapas mais eficaz [2] já oferecida em uma câmera Sony Alpha, um novo monitor multiangular de 4 eixos, recursos de comunicação de alta velocidade, alto nível de operabilidade e integração suave do fluxo de trabalho.

“Com a firme convicção de que as câmeras Alpha são apenas uma ferramenta, damos as boas-vindas à primeira câmera que incorpora uma unidade de processamento de Inteligência Artificial (IA) dedicada a facilitar os processos criativos”, disse Angelo Marconi, gerente de marketing de produto na área de imagem digital da Sony Latin America. “Também incorporamos recursos específicos de vídeo, como gravação em 8K, perfil de cores S-Cinetone e compensação respiratória, por isso estamos muito animados em ver o conteúdo profissional que será criado a partir de agora”, acrescentou.

AF aprimorado com base na recém-desenvolvida unidade de processamento de IA

O ALPHA 7R V tem AF de última geração, com reconhecimento avançado de assuntos graças à nova unidade de processamento de IA (inteligência artificial), que inclui aprendizado profundo. A próxima geração de processamento de IA usa informações detalhadas da estimativa da postura humana, para melhorar drasticamente a precisão do reconhecimento de sujeitos e aproveitar ao máximo todo o potencial de sua resolução [3] O reconhecimento de sujeitos por IA também foi expandido para incluir vários tipos de novos assuntos, incluindo veículos e insetos [4].

Além da avançada tecnologia de IA, a ALPHA 7R V tem melhorias em muitos dos recursos mais apreciados de outras câmeras da série Sony Alpha, que agora estão incluídas pela primeira vez na série 7R da Sony:

  • Rastreamento constante em tempo real [5]
  • Sistema AF mais rápido e preciso com ampla cobertura e alta densidade.
  • Modo de disparo contínuo de até 10 fps [6] com rastreamento AF/AE
  • Fotografia silenciosa e sem vibrações [7] até 7 fps [8]
  • Captura contínua de até 583 imagens RAW comprimidas em alta velocidade [9]

O ALPHA 7R V também inclui funções de foco que suportam alta resolução, incluindo DMF constante [10] (foco manual direto) e colchetes de foco [11], um recurso altamente solicitado que permite empilhar o foco das imagens.

A resolução extraordinária da série Sony Alpha 7R

O ALPHA 7R V foi projetado para fornecer detalhes extraordinários graças ao novo mecanismo de processamento de imagem BIONZ XR™ e ao sensor de imagem retroiluminado CMOS Exmor R™ Full-frame de 35 mm, que tem aproximadamente 61,0 megapixels efetivos. O novo mecanismo de processamento de imagem BIONZ XR permite que todo o potencial de resolução do sensor da câmera seja usado para fornecer a maior resolução com baixa sensibilidade da série Alpha até o momento. Isso permite configurações de sensibilidade de ISO 100 a ISO 32000 [12], tanto para fotografia quanto para vídeo, e uma ampla faixa dinâmica com 15 etapas [13] para fotografias.

Todo o sistema de estabilização ALPHA 7R V foi atualizado com uma unidade de estabilização de imagem de alta precisão, sensores de rotação avançados e algoritmos otimizados para estabilização de imagem, tanto em fotografia quanto em vídeo. Além das 8 etapas de compensação 2 para fotografias, o novo algoritmo de estabilização fornece detecção e controle precisos até o nível de um único pixel, usando todo o potencial da resolução do sensor de 61 megapixels, oferecendo os melhores detalhes do objeto. A nova câmera da Sony também possui uma captura múltipla atualizada com Pixel Shift, que aproveita a precisão do sistema de controle de estabilização de imagem corporal, capturando várias imagens com um deslocamento de pixel, que posteriormente são montadas usando um computador para obter uma resolução extraordinária em uma única imagem.

Usando a versão mais recente do aplicativo de computador Imaging Edge Desktop™ Ver.3.5, pequenos movimentos de pixel único, como o deslocamento da posição de um objeto ou das folhas de uma árvore, são automaticamente detectados e corrigidos para obter uma composição perfeita [14]. 16 imagens compostas por aproximadamente 240,8 milhões de pixels (19.008 x 12.672 pixels) [15] podem ser produzidas a partir de dados equivalentes a aproximadamente 963,2 milhões de pixels. O ALPHA 7R V também oferece controle de flash externo preciso e versátil para maior flexibilidade criativa. Além disso, em condições de luz variáveis, o ALPHA 7R V suprime efetivamente a cintilação das luzes artificiais [16] para fotografia e vídeo.

Recursos adicionais que oferecem flexibilidade para fotografia são:

  • Incorporação de compressão sem perdas de imagens RAW e seleção do tamanho e qualidade das imagens RAW
  • Foco e suportes de exposição bastante expandidos.
  • Recursos do Creative Aspect na câmera para fotos e vídeos
  • Imagens HEIF de alta qualidade com compressão de alta eficiência
  • Ampla faixa de brilho em uma tela grande.

Recursos de vídeo cinematográfico

Além de seus incríveis recursos fotográficos, o Alpha 7R V oferece recursos avançados de vídeo. A câmera mais recente da Sony oferece vídeo 8Ki 24/25p, vídeo 4K com sobreamostragem de 6,2 K sem agrupamento [17], um codec MPEG-H HEVC/H.265 de alta eficiência, gravação totalmente interna, gravação 4:2:2 de 10 bits e muito mais para alta qualidade de imagem e edição flexível. Ele também inclui reconhecimento avançado de objetos para confiabilidade de rastreamento em tempo real sem precedentes, compensação respiratória e a capacidade de usar metadados da câmera para pós-processamento e estabilização avançada de imagem integrada. Além da estabilização ativa de imagem corporal [18] para uma gravação mais suave em qualquer lugar, a Alpha 7R V é compatível com lentes selecionadas [19] que incluem estabilização de imagem integrada para um enquadramento ainda mais estável e imagens suaves.

Controle e confiabilidade

O ALPHA 7R V combina confiabilidade excepcional com as necessidades dos profissionais, tanto em fotografia quanto em vídeo, tudo em um corpo compacto e leve. O ALPHA 7R V inclui uma nova tela LCD multiangular de 4 eixos [20] que combina a utilidade de uma tela inclinada com um monitor multiangular com abertura lateral e um visor eletrônico com 9,44 milhões de pontos. O ALPHA 7R V também inclui dois slots compatíveis com cartões CFexpress Type A/SDXC e um sistema de menu completamente novo, com controle de toque e uma ampla variedade de funções personalizáveis.

O ALPHA 7R V também permite que os profissionais otimizem seu fluxo de trabalho graças à conectividade avançada, que oferece um serviço superior. Os dados podem ser transferidos em alta velocidade via Wi-Fi (802.11ac) 2 × 2 MIMO [21] ou com uma conexão USB SuperSpeed de 10 Gbps por meio de uma porta USB-C®. Além de permitir a captura remota eficiente, bem como a transferência de arquivos de imagem estática e vídeo, as novas funções de transmissão USB são compatíveis com UVC/UAC, permitindo a transmissão direta da câmera mesmo em resolução 4K (QFHD) com áudio.

Com base nas opiniões de profissionais, o ALPHA 7R V apresenta um dissipador de calor aprimorado para estender os tempos de gravação [22], um design atualizado resistente a poeira e umidade [23], um chassi robusto de liga de magnésio e outros aprimoramentos para alcançar a máxima confiabilidade em ambientes de trabalho desafiadores.

O ALPHA 7R V também é compatível com o novo protetor de tela de vidro PCK-LG3, que mantém a sensibilidade ao toque enquanto protege a tela LCD contra manchas e impressões digitais.

Projetado para profissionais com a sustentabilidade em mente, medidas

foram tomadas para reduzir a pegada ambiental deste produto em todas as fases de seu ciclo de vida: do desenvolvimento do produto à cadeia de suprimentos, produção e embalagem. O objetivo da Sony é incentivar o uso mais eficiente de energia e recursos. Plástico reciclado, incluindo SORPLAS™ [24], foi usado para fabricar algumas partes do corpo da câmera. Além disso, a fabricação ocorre em uma instalação que usa energia renovável.

A Sony está trabalhando para usar materiais de embalagem sem plástico [25], que oferecem excelente proteção contra choques e impactos. Materiais têxteis não tecidos de origem vegetal são usados para sacos de produtos [26],. Tudo isso ajuda a minimizar o impacto ambiental.


[1] O recurso de câmera lenta e rápida não está disponível ao gravar vídeos XAVC HS 8K. [Fotografia em APS-C/S35] está configurada para [Desligado]. O ângulo de visão é de aproximadamente 1,2x.
[2]? $#@$ padrões. Somente movimentos de pavimentação ou bocejo. FE 50 mm F1,2 GM. Exposição longa NR desativada.
[3] A câmera pode não reconhecer com precisão todos os objetos especificados em todas as condições. Em alguns casos, tipos de assuntos diferentes do especificado podem ser reconhecidos incorretamente.
[4] A câmera pode não reconhecer com precisão todos os objetos especificados em todas as condições. As disciplinas disponíveis são: Humano, Anima/Pássaro, Animal, Pássaro, Inseto, Carro/Trem e Avião. Em alguns casos, tipos de assuntos diferentes do especificado podem ser reconhecidos incorretamente.
[5] “Rastreamento” no menu. Baseado em inteligência artificial avançada, incluindo aprendizado de máquina.
[6] Até 8 fps com rastreamento AF/AE ao fotografar no modo Live View. A velocidade máxima de disparo contínuo depende da configuração da câmera
[7] Pode haver alguma distorção na imagem ao fotografar objetos que se movem em alta velocidade ou quando você digitaliza ou move a câmera rapidamente.
[8] Até 7 fps no modo “Hi+” contínuo. A velocidade máxima de disparo contínuo depende da configuração da câmera
[9] Foi usado um cartão de memória Sony CEA-G160T CFexpress Type A. Modo contínuo “Hi+”. O número real de imagens pode variar dependendo das condições de fotografia.
[10] Não aplicável às lentes E PZ 16-50 mm F3.5-5.6 OSS e E 18-200 mm F3.5-6.3 OSS LE ou a qualquer pessoa com suporte tipo A. O DMF constante não está disponível no modo de disparo contínuo nos modos AF-C ou AF-A (não incluído) ou ao usar a lente SEL70200GM no modo AF-C.
[11] As lentes de montagem tipo A não são compatíveis.
[12] Extensível para ISO 50-80 e 40000-102400 para fotografias.
[13] Testes da Sony. Fotografias
[14] A partir do anúncio do produto em outubro de 2022. Modelos compatíveis: Alpha 1 e Alpha 7R V
[15] O tamanho da imagem gerada é de aproximadamente 60,2 milhões de pixels (9.504 × 6.336) para 4 fotografias e aproximadamente 240,8 milhões de pixels (19.008 x 12.672) para 16 fotografias.
[16] A cintilação é detectada apenas nas frequências de 100 Hz e 120 Hz. Pode diminuir a velocidade de disparo contínuo. A área de cobertura do AF de detecção de fase é pequena. A gravação sem cintilação não está disponível durante a captura silenciosa, exposição a BULB ou gravação de vídeo.
[17] Ao fotografar Super 35mm a 30p ou 24/25p.
[18] Há um pequeno corte da imagem com o modo Ativo. O modo ativo não está disponível ao gravar XAVC HS 8K ou ao usar uma taxa de quadros de 120 (100) fps.
[19] Consulte o site de suporte da Sony para obter mais informações sobre lentes compatíveis: https://www.sony.net/dics/7rm5-s/ Uma atualização de software pode ser necessária para algumas lentes. A eficiência da compensação pode variar dependendo dos objetivos usados.
[20] O movimento da tela pode ser limitado quando os cabos estão conectados às tomadas da câmera.
[21] A comunicação via Wi-Fi® funciona nas bandas de 2,4 GHz e 5 GHz. As comunicações de 5 GHz podem ser restritas em alguns países e regiões.
[22] Medição interna da Sony com [Temperatura de desligamento automático] em [Alta].
[23] Não é garantido que seja 100% resistente a poeira e umidade.
[24] O SORPLAS™ pode não ter sido usado em alguns dos componentes, dependendo da data de produção
[25] Não incluindo materiais usados em revestimentos e adesivos.
[26] Não incluindo materiais usados em revestimentos e adesivos. Os materiais têxteis não tecidos naturais podem não estar disponíveis durante alguns períodos de produção.

Fonte: https://www.sony.com.br/alphauniverse/stories/sony-presenta-la-nueva-camara-alpha-7r-v-la-primera-camara-de-la-serie-alpha-con-unidad-dedicada-de-inteligencia-artificial

FOTÓGRAFOS EM TODA TERRA

Viajar pra Europa é um sonho de muitos de nós, não? Bem, sei que há os que preferem a América do Norte mas sou daqueles que prezam pelo Velho Continente. E um dos destinos mais procurados é Amsterdam, na Holanda. E que tal se por lá estiverem fazer um ensaio fotográfico com uma baita profissional? Podem procurar a brasileiríssima Manuela Hugo. Garantia de belas fotos de recordação dessa linda cidade…

Manuela Hugo, a Manu, brasileira, descendente de alemães, e desde 2007 morando na Holanda. Foi pra lá buscando mudanças – de vida, de carreira – e encontrou tudo isso bem rápido. Mas, em determinado momento, sentiu que faltava algo, um desafio novo, algo que realmente lhe motivasse. E foi aí que a fotografia a encontrou.

A primeira vez que segurou uma câmera profissional foi graças a um casal de amigos fotógrafos que a veio visitar. Começou a brincar com os equipamentos deles sem muita pretensão, mas, para sua surpresa, foram eles que enxergaram seu talento antes mesmo dela. Na época, o mercado de fotografia para casais em lua de mel estava crescendo muito, e uma amiga fotógrafa lhe propôs uma parceria para atender essa demanda. Isso despertou nela a vontade de levar a fotografia a sério.

Foi então que surgiu uma promoção e aproveitou para comprar sua primeira câmera, uma Nikon D5100, que lhe acompanhou por muitos anos. Passou horas estudando, seguindo fotógrafos que lhe inspiravam, lendo tutoriais e fazendo cursos online. E aí veio sua primeira grande oportunidade: um ensaio de casal em lua de mel em Paris. Mas antes disso, para praticar e experimentar, montou seu primeiro “casal” de ensaio juntando sua prima com um amigo gay – e foi assim que começou a construir seu olhar fotográfico.

Desde então, nunca mais parou. Hoje, fotografa pessoas do mundo todo que visitam Amsterdam e querem eternizar momentos especiais na cidade. Mais do que simples retratos, seus ensaios são experiências autênticas, em que busca capturar não apenas a beleza do lugar, mas a conexão e a emoção de quem está ali. Além dos ensaios na cidade, também organiza pedidos de casamento surpresa e, na primavera, fotografa nos campos de tulipas – um cenário dos sonhos para qualquer amante da fotografia.

O que lhe faz amar tanto a fotografia? Com uma foto, podemos capturar um momento e torná-lo eterno – e essa é a principal razão pela qual é apaixonada pelo que faz. A fotografia muda a forma como enxergamos o mundo: quando você começa a prestar atenção nos detalhes, percebe quanta beleza existe ao seu redor. Além disso, quando está fotografando, mergulha completamente no momento. As preocupações do dia a dia desaparecem e tudo o que importa é registrar aquela história. Uma única imagem pode capturar a essência de um momento especial, e esse é sempre seu objetivo, seja em um ensaio de casal, um pedido de casamento, uma família celebrando um novo capítulo ou qualquer outra experiência que alguém queira guardar para sempre.

Eternizar momentos é o que a move. Cada ensaio é único, e se entrega a cada um com o mesmo amor e entusiasmo de quando começou.

Manuela Hugo

Ser fotógrafa vai muito além de apenas apertar um botão. É sobre conectar, fazer a pessoa se sentir à vontade e transformar momentos em memórias eternas.

📍Se você está vindo para Amsterdam e quer eternizar sua viagem com fotos cheias de essência e naturalidade, é só me chamar! Vamos criar juntos memórias que ficarão para sempre. ✨📸

Mais da Manuela em : @fotografobrasileiro.amsterdam / www.manuelahugophotography.com

PRATA DA CASA

Fred Schneider é um apaixonado por fotografia, como já dito na primeira edição da PHOSGRAPHEIN, em particular pela street urban (ou fotografia de rua). Aqui você confere um pouco do seu trabalho.

FOTOLENDO

O SUCESSO DE AINDA ESTOU AQUI E A FOTOGRAFIA DE ADRIAN TEIJIDO

Por Maria Heckert (cineasta, publicitária e fotógrafa iniciante)

O filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles em seu retorno aos longas depois de mais de uma década, é uma obra-prima do cinema brasileiro que resgata a memória de uma das épocas mais sombrias da história do país, a ditadura militar.

Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, o longa aborda o desaparecimento de Rubens Paiva, ex-deputado federal e engenheiro, sob a repressão do regime, e o impacto dessa perda na vida de sua esposa, Eunice Paiva, e seus filhos. Reconhecido internacionalmente por obras como Central do Brasil e Diários de Motocicleta, Salles combina sua sensibilidade característica com uma estética visual que remete à memória e à nostalgia.

Desde sua estreia comercial no dia 7 de novembro, a narrativa sensível e intimista tem encantado plateias em todo o mundo e, segundo dados da Comscore, se tornou a maior bilheteria do cinema brasileiro no pós-pandemia. Ainda em cartaz, o filme já alcançou a marca de 2,5 milhões de espectadores e um faturamento de 53,9 milhões de reais, ultrapassando diversos blockbusters internacionais do momento, algo raro no cinema nacional. 

O sucesso do longa transcende o campo comercial, alcançando um impacto cultural e artístico significativo, com aclamações em festivais e uma trajetória que o posiciona como forte concorrente ao Oscar 2025. Inclusive, já conquistou diversas indicações e alguns prêmios, como o de Melhor Roteiro no Festival de Veneza, onde teve sua primeira exibição no dia 1º de setembro e foi ovacionado durante 10 minutos pela plateia.

Ainda em setembro, o filme foi selecionado pela Academia Brasileira de Cinema como representante no Oscar e as expectativas estão altíssimas, principalmente para as categorias de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz, ainda mais após as recentes indicações ao Globo de Ouro. A lista com os pré-selecionados nas principais categorias vai ser divulgada no dia 17 de dezembro, já a lista oficial de indicados será lançada no dia 17 de janeiro.

Uma História Contada pela Ausência e Intimidade

Em vez de se concentrar nos horrores explícitos da violência, Ainda Estou Aqui destaca a ausência deixada por Rubens Paiva, retratando a dor e a resiliência de sua família. Apesar das particularidades da história do Brasil, o drama se tornou universal justamente pelo foco na família, é um filme que “traz o público para dentro da intimidade de uma família que foi dilacerada pelas ações da ditadura”, como disse Fernanda Torres em uma entrevista a jornalista Heloisa Tolipan.

Inclusive, na infância, Salles frequentava a casa da família Paiva, o que dá ao filme um tom ainda mais íntimo. A relação super saudável e carinhosa entre o casal e seus filhos, junto ao clima solar e alegre, fazem o espectador se conectar à história e se apegar aos personagens de cara. Até que a ausência e as sombras tomam conta e sentimos a falta do pai tão querido enquanto observamos com extrema atenção as reações e os olhares de Eunice e seus filhos.

A Profundidade da Atuação de Fernanda Torres

A força de Eunice Paiva, interpretada magistralmente por Fernanda Torres, é o fio condutor da trama. Durante a obra, acompanhamos a transformação de uma dona de casa em vítima da ditadura e depois em advogada e ativista dos direitos humanos. Fernanda se dedicou intensamente à personagem, vivendo por um ano sob a perspectiva de Eunice. Sua transformação incluiu perder 10 kg e mergulhar em emoções como o luto e a resiliência, sempre com um tom de contenção que enfatiza as nuances de sua atuação.

A força de Eunice reside em sua contradição: uma mulher que esconde a verdade dos filhos para proteger sua inocência, mas que se reinventa para cuidar da família e enfrentar adversidades. É a personificação de uma luta silenciosa, contida nas emoções, mas extremamente poderosa. Fernanda Torres, em um dos papéis mais desafiadores de sua carreira, já recebeu indicação ao Globo de Ouro e venceu o Critics Choice Awards como Melhor Atriz de Filme Internacional.

A FOTOGRAFIA DE ADRIAN TEIJIDO

Em Ainda Estou Aqui, Salles trabalhou em colaboração com o diretor de fotografia Adrian Teijido e juntos construíram uma transição visual e emocional: a luminosidade inicial do filme, que simboliza possibilidades, dá lugar a um ambiente de sombras e silêncios após o desaparecimento de Rubens Paiva. Inspirada nas obras de Vilhelm Hammershoi, a fotografia busca retratar a ausência e o sufocamento.

Segundo Salles, em uma entrevista a Scream & Yell, o pintor dinamarquês “talvez seja um dos pintores que tenha mais bem trabalhado a questão da falta e da ausência” e foi através de um livro do artista que ele compartilhou com Teijido e o operador de câmera, Lula Cerri, que eles construíram a lógica visual dessa parte do filme.

O Foco na Memória

A direção de fotografia foi assinada pelo Adrian Teijido, que assumiu o desafio quando a equipe já estava formada e teve pouco tempo de pré-produção. Mas que em nada afetou o resultado super cuidadoso, fruto de muitos ensaios e testes, tanto dos negativos, quanto das cores dos cenários e figurinos. 

No processo fotográfico, o diretor de fotografia mergulhou na textura emocional do filme, com foco total na memória, utilizando da película para capturar o grão e a imperfeição, elementos essenciais para evocar a atmosfera dos anos 1970. Eles queriam transmitir as emoções e sensações da época para além da ditadura, pois foi um período muito específico. Mesmo em tempos de repressão, vivia-se uma efervescência cultural intensa com a bossa nova, Tropicália, Clube da Esquina e muitos outros. Era preciso retratar esse Rio de Janeiro cultural, musical e tropical, junto à relação forte da família Paiva com o mar e a praia, visto que moravam justamente em frente à praia do Leblon. 

Teijido, que já tinha em seu currículo filmes como Marighella, trouxe sua bagagem da extensa pesquisa visual que já havia feito daquele período, além de ser filho de cineastas argentinos que vieram para o Brasil no meio do regime em 1968. 

Junto disso, o filme foi “costurado” por fotografias. Houve um trabalho rigoroso de reconstituição de imagens originais, de fotos e vídeos da família Paiva com os personagens do filme, reconstruindo os papéis fotográficos e as texturas. Reforçando ainda mais a questão da memória.

O Grão como Elemento Narrativo

O filme é dividido em três fases principais: os anos 1970, 1996 e 2014, com variações visuais entre elas, utilizando diferentes câmeras, lentes e filmes. Na primeira, escolheram uma câmera Aaton, lentes Panavision Primo e um filme de 500 asas, inclusive puxando 1 Stop para subexposição, intensificando o grão e adicionando mais dramaticidade às cenas a partir do momento que Rubens Paiva é levado para depor. Na segunda fase, o conceito mudou, usaram uma Arricam com lentes Leica Summilux e um filme de 200 asas, obtendo uma transição para um grão mais fino nos anos 2000. 

O uso de câmeras Super-8 também foi um elemento super importante para evocar a memória daquela época e trazer uma interpretação emocional ao filme, visto que as duas disponíveis em set foram operadas inclusive pelos próprios atores, o que contribuiu para a autenticidade do filme. 

Enquadramentos e Movimentos de Câmera

Teijido adotou principalmente planos médios e planos-sequência, com alguns poucos planos gerais do Rio de Janeiro, permanecendo perto dos personagens, destacando sua relação dramática com o ambiente, mas mantendo uma narrativa fluida e contida.

Os quadros vão ficando mais fechados com o desenvolvimento do drama, mas o filme evita closes, com raras exceções como a da cena na sorveteria com a personagem de Fernanda Torres, que é um turning point para Eunice Paiva.

Em relação aos movimentos de câmera, o diretor de fotografia e Walter Salles usaram movimentos de câmera mais coreografados, como o Dolly Panther com trilhos, permitindo uma fluidez e beleza nas interações dos personagens.

Efeitos Especiais

A casa original, onde a família Paiva vivia, não existe mais e foi substituída por uma residência semelhante encontrada no bairro da Urca depois de muita pesquisa. E então foi “transportada” para o Leblon por meio de efeitos especiais sofisticados que nem percebemos, mantendo a ilusão de que a casa continua existindo no Leblon.

Os Desafios do Formato

A finalização do longa enfrentou desafios logísticos e técnicos devido à escassez de laboratórios de revelação de película no Brasil. O material principal do filme foi enviado para revelação na França, aproveitando a coprodução francesa para otimizar custos. Já os negativos da Super-8, adquiridos nos Estados Unidos e na Europa, foram revelados em um laboratório de garagem na Inglaterra. E no fim, todos os rolos de filmes foram digitalizados na França.

O processo de correção de cor foi extenso e colaborativo, iniciado com o colorista offline Thomas Debauve, depois com Arthur Paux em Paris e posteriormente concluído em Nova York por Mike Howel, devido a atrasos no cronograma e indisponibilidade do time original.

Além disso, a mixagem de som também foi realizada na França, apenas um mês antes de sua estreia no Festival de Veneza, evidenciando os desafios técnicos e artísticos enfrentados ao trabalhar com formatos analógicos e um cronograma intenso.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

Além do sucesso em festivais, o filme quebrou recordes de bilheteria no Brasil e conquistou o público em escala global. Com indicações ao Globo de Ouro e forte potencial para o Oscar, Ainda Estou Aqui destaca-se como uma das obras mais importantes do cinema brasileiro recente.

Principais Premiações e Reconhecimentos

O filme recebeu diversas indicações e prêmios importantes, incluindo:

  • 81º Festival de Cinema de Veneza: Melhor Roteiro (Murilo Hauser e Heitor Lorega), Green Drop Award e SIGNIS Award;
  • Festival Internacional de Cinema de VancouverGala & Special Presentations Audience Award pelo público;
  • Festival de Cinema de Mill ValleyAudience Favorite World Cinema pelo público;
  • Critics Choice Awards: Fernanda Torres foi homenageada pelo prêmio na “Latino Celebration” como destaque de Atriz de Filme Internacional e o filme foi indicado na categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira;
  • 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: Prêmio do público de melhor filme de ficção nacional;
  • Festival de Cinema de MiamiAudience Award pelo voto popular;
  • Festival Internacional de Cinema de Pingyao: Walter Salles recebeu o prêmio Crouching Tiger Hidden Dragon East-West Award​;
  • National Board of Review Awards: Menção honrosa como um dos cinco melhores longa metragens internacionais;
  • Globo de Ouro 2025: Indicações nas categorias de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa e Melhor Atriz de Filme de Drama com Fernanda Torres;
  • Las Vegas Film Critics Society: Indicação como Melhor Filme Internacional;
  • New York Film Critics Online: Indicação como Melhor Filme Internacional.

O QUE CONCLUÍMOS DISSO TUDO?

“É um filme extremamente sensível, a ditadura não é ilustrada de forma explícita, com tortura. Pelo contrário, você vê os efeitos dela, o impacto numa família. Mas essa intensidade emocional, dramatúrgica, também é de uma violência brutal.” — Adrian Teijido em entrevista para a ABC (Associação Brasileira de Cinematografia).

Ainda Estou Aqui não é apenas um filme sobre a ditadura militar brasileira; é uma reflexão sobre memória, família e resiliência diante da perda. Além de ser uma grande aula de audiovisual. A força de Eunice Paiva representada pela atuação impecável de Fernanda Torres, a fotografia cuidadosa e muito bem situada de Adrian Teijido e a direção sensível de Walter Salles fazem deste filme um marco na história do cinema, reafirmando o poder da arte de manter viva a memória de um povo.

Ainda não assistiu? Então corre pro cinema que o filme ainda está em cartaz! Se quiser esperar, ele será disponibilizado no Globoplay e boatos que em versão estendida! Mas não tem comparação com a emoção na sala de cinema, né?

Fonte: https://www.epics.com.br/blog/o-sucesso-de-ainda-estou-aqui-e-a-fotografia-de-adrian-teijido

CONCURSOS

PRÊMIO DE FOTOGRAFIA DO OBSERVATÓRIO DE GREENWICH

A competição astronômica acontece desde 2009, e só nesse ano recebeu mais de 3,5 mil imagens de fotógrafos profissionais e amadores de todo o mundo.

As fotos (tanto as vencedoras quanto as finalistas), que combinam a beleza da ciência com fenômenos naturais do espaço e da atmosfera, serão exibidas no Museu Marítimo Nacional, espaço dedicado à galeria de fotografia do Observatório Real.

Confira as imagens finalistas do concurso de 2024.

Uma Noite com as Valquírias – José Miguel Picon Chimelis

Tirada em Hvalnesviti, na Islândia, a imagem mostra a montanha Eystrahorn, com as luzes da tempestade KP7, uma tempestade geomagnética que pode causar auroras no céu e perturbar os sistemas de energia elétrica na Terra.

Uma baleia navegando no sol – Eduardo Schaberger Poupeau

Utilizando vários truques, como a gravação de dois vídeos de 850 quadros cada (um para o disco e outro para os destaques), e a utilização de softwares, como o Autostakkert!, ImPPG e o Photoshop, o fotógrafo conseguiu compor com duas imagens esse retrato da superfície do sol, com uma porção do plasma com uma forma similar a de uma baleia.

Casa Abandonada – Stefan Liebermann

Essa foto foi tirada em uma casa abandonada no meio do deserto da Namíbia, com a Via Láctea visível logo acima. Para a foto, o fotógrafo colocou algumas luzes na casa.

Observações à noite – Jakob Sahner

Esse é o Telescópio Isaac Newton, na extremidade das instalações do telescópio em La Palma, nas Ilhas Canárias, na Espanha. Acima está o braço de Cygnus, uma região no centro da Via Láctea conhecida pela formação de estrelas.

Show de galáxias da Terra e da Via Láctea – Yoshiki Abe

O Monte Aso, localizado na província de Kumamoto, é o nome coletivo dos cinco picos frequentemente chamados de Cinco Montanhas de Aso. Esta fotografia é composta com o primeiro plano e o céu fotografados separadamente, com a Via Láctea acima, e uma cratera vulcânica ativa do pico Nakadake abaixo.

SNR G156.2+5.7, um fraco remanescente de supernova em Auriga – Bray Falls

Com um fachos de luzes vermelhas, o SNR G156.2+5.7 é um tênue remanescente de uma supernova na constelação de Auriga. Ele está situado atrás das nuvens escuras do complexo molecular Touro-Auriga, próximas ao nosso Sistema Solar.

Dragão Ártico – Carina Letelier Baeza

Esta foto foi tirada no Arctic Henge, em Raufarhöfn, uma das aldeias mais remotas ao norte da Islândia, onde o Círculo Polar Ártico fica próximo à costa. Uma tempestade geomagnética nível G2 gerou as luzes da aurora boreal em formato de dragão acima do portal.

O Devorador de Galáxias – ShaRA (Shared Remote Astrophotography)

(Grupo ShaRa: Marcella Botti (Itália), Vikas Chander (Índia), Massimo Di Fusco (Itália), Aygen Erkaslan (Suíça), Marco Firenzuoli (Itália), Vincenzo Fiore (Itália), Vincenzo Fermo (Itália), Antonio Grizzuti (Itália), Andrea Lorio (Itália), Vittorio Liberti (Itália), Rolando Ligustri (Itália), Donato Lioce (França), Antonio Loro (Itália), Giampaolo Michieletto (Itália), Gianluigi Pazienza (Itália), Christian Privitera (Itália), Alessandro Ravagnin (Itália), Francesco Tiano (Itália), Cristiano Trabuio (Itália), Egidio Vergani (Itália)/Reprodução)

O CG4 (Cometary Globule 4) é um complexo de nebulosidade e poeira, localizado na constelação austral de Puppis. O complexo forma uma imagem similar a um dos vermes gigantes do planeta desértico Arrakis, em Duna, com a “cabeça” do verme galáctico atingindo dimensões de cerca de 1,5 anos-luz.

Serpentina – Paul Haworth

A foto ds aros de luz em contraste com a vala sinuosa e rachada do canal abaixo foi tirada na Praia de Snettisham, em Norfolk, no Reino Unido. A região é famosa por suas vastas planícies de maré que atraem aves migratórias em números impressionantes.

Os detalhes azuis do M45: As Plêiades – Sándor Biliczki

Também conhecido como “Sete Irmãs” ou M45, As Plêiades são um aglomerado aberto de estrelas localizado na constelação de Touro. Elas ficam a aproximadamente 444 anos-luz de distância da Terra, e o seu padrão de estrelas e luzes azuladas podem ser observadas a olho nu.

Montanhas Nebulosas – Bence Toth

Esta imagem mostra um olhar de perto da IC 5070, conhecida como a Nebulosa Pelicano. De acordo com o autor, o nome veio por conta das estruturas finas de poeira e gás que lembram a névoa em montanhas atingidas pelo sol nascente.

M100 (a galáxia de Blowdryer) e Ceres – Damon Mitchell Scotting

A foto da galáxia em espiral de Blowdryer (ou galáxia do Secador), foi tirada junto com o planeta anão Ceres, mais à direita na imagem. Para capturar esta imagem, o autor utilizou várias exposições longas ao longo de um período de oito horas, para capturar a beleza da galáxia Blowdryer e Ceres.

Corra para Carina – Vikas Chander

A escultura de pedra do homem correndo faz parte de um conjunto que contem outras estátuas, conhecidas como “Homens Solitários de Kaokoland”. Essa região fica no deserto ao noroeste da Namíbia, e dela é possível ver o céu limpo à noite, como o braço Carina da Via Láctea na foto.

Trânsito diurno da Lua na Estação Espacial Internacional – Kelvin Hennessy

Esta imagem foi tirada em Gold Coast, Queensland, na Austrália, e mostra a passagem da Estação Espacial Internacional (ISS), com a Lua minguante ao fundo, que estava 51% iluminada. 

Eclipse Solar Total – Gwenaël Blanck

Através de várias colagens da passagem da Lua sob o Sol, o autor simulou uma imagem de uma espécie de flor de luz com os raios solares. A imagem do eclipse solar total foi tirada em Exmouth, Austrália Ocidental, na Austrália.

M81, uma galáxia espiral de grande design – Holden Aimar

Também conhecida como Galáxia de Bode, a M81 está a aproximadamente 11,75 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Ursa Maior. Essa galáxia em espiral é uma das mais brilhantes no céu noturno.

Gigantesca Proeminência Solar em Movimento – Miguel Claro

Esta é uma imagem estática de uma sequência de time-lapse que apresenta a atividade da cromosfera solar, com uma proeminência de erupções de plasma em movimento. Esta proeminência é tão grande que sua largura é maior que a largura dos anéis de Saturno.

Dementadores Marcianos – Leonardo Di Maggio

Ao recortar uma imagem tirada das missões Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), o autor aumentou a clareza da imagem e mudou a perspectiva da paisagem marciana. Essas alterações geraram as sombras e os sulcos vistos na imagem, simulando criaturas como os dementadores da série Harry Potter.

Saturno com Seis Luas – Andy Casely

Saturno é o planeta no sistema solar com a maior quantidade de satélites, com 146 luas no total. A foto mostra a inclinação dos anéis, fazendo com que a grande lua laranja Titã se aproxime mais do planeta. No centro da imagem, está Tétis, enquanto Reia, Encélado e Mimas estão à esquerda, com Dione na parte inferior direita.

Fonte: https://super.abril.com.br/cultura/veja-os-finalistas-do-premio-de-fotografia-do-observatorio-de-greenwich/

Comentários

2 respostas para “Nº 005”.

  1. Avatar de lorenarj
    lorenarj

    Já tenho minha coluna favorita, Histofoto com certeza. Parabéns Regina da Luz Moreira pela riqueza de informações trazidas no conteúdo do texto Augusto Malta, dono da memória fotográfica do Rio e os belíssimos registros fotográficos da época.

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  2. Avatar de Frank Sobral
    Frank Sobral

    Esta revista é um exemplo brilhante de iniciativa, trazendo a perspectiva dos apaixonados pela oitava arte de maneira clara e cativante. Fred Fernandes conseguiu reunir fotógrafos talentosos e expressivos em um só lugar, encantando apreciadores sensíveis – como eu – que acompanham com entusiasmo cada novidade.

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