
EDITORIAL
Faz menos de um semestre que iniciamos o projeto de uma revista eletrônica voltada para a fotografia. Se de início havia a intenção de apenas criar um espaço para que fotógrafos amadores ou profissionais – reconhecidos ou não – pudessem expor seu trabalho de forma gratuita, o passar do tempo tem mostrado que tavez não haja tanto desejo assim de exposição por parte dos contatados. De forma voluntária apenas 3 fotógrafos responderam ao chamado: dois brasileiros e um angolano (ver edições passadas). Isso fez com que a revista fosse mudando sua trajetória, de certa forma abrindo um pouco mais suas asas e passando a “selecionar” fotógrafos livremente. E se houve pouco interesse dos vivos por que não revisitar a fotografia daqueles que já não estão entre nós.. Fato é que a PHOSGRAPHEIN chega a sua 10ª edição. Motivo de grande alegria de editor e colaboradores.
VÁ E VEJA

O maior encontro dos segmentos de imagem, eventos e fotografia da América Latina
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PROGRAMAÇÃO
28/10
A PROXIMIDADE COMO RELATO VISUAL

Fernanda Pineda (fotógrafa e cineasta)
O FUTURO DA IMAGEM. COMO A FOTOGRAFIA RESISTE EM CENÁRIOS DE TRANSFORMAÇÕES, INCERTEZAS E REVIRAVOLTAS

Roberta Tavares (Alfabetismo Visual/AlfaAgency)
IDENTIDADE DE UMA FOTOJORNALISTA: HISTÓRIAS DE UMA TRANSIÇÃO

Maíra Erlich (National Geographic Explorer)
AS MATRIARCAS DOS CAMPOS DE CAFÉ – novas perspectivas e novos protagonismos)

Monique Olive (AlfaAgency)
A FOTOGRAFIA DOCUMENTAL COMO FERRAMENTA DE DENÚNCIA, ACOLHIMENTO E VISIBILIDADE SOCIAL

Priscila Ribeiro (Fotojornalista/Royal Photographic Society)
A ARTE DE DESAFIAR A SUPERFICIALIDADE VISUAL – como usar a imagem para atravessar a sua mensagem e gerar atenção e conexão emocional

Antônio Cruz (Membro/Educador AlfaAgency Photo Brazil)
HISTOFOTO
O FOTÓGRAFO FRANCÊS JEAN-VICTOR FROND (1821-1881) E O “BRASIL PIRORESCO”

O fotógrafo francês Jean-Victor Frond (1821-1881) chegou ao Brasil, em outubro de 1856 (Correio Mercantil, de 9 de outubro de 1856, quinta coluna, sob o título “Entrarão hontem nesse porto”). Em 1857, tornou-se proprietário de um estúdio fotográfico no Rio de Janeiro, na rua da Assembléia, nº 34 (Diário do Rio de Janeiro, de 11 de maio de 1857, na terceira coluna), que foi posto à venda, em 1860 ( Jornal do Commercio, 19 de setembro de 1860, primeira coluna).
Frond foi o fotógrafo das imagens do Brasil Pitoresco (1861), primeiro livro de fotografia realizado na América Latina e, segundo Pedro Vasquez (1954 -), o mais ambicioso trabalho fotográfico realizado no país, durante o século XIX. Foi um importante marco para o fotografia e para as artes gráficas no Brasil, tendo sido o primeiro grande álbum iconográfico cujas imagens, 75 litografias, foram baseadas em fotografias e não mais em desenhos (Diário do Rio de Janeiro, 16 de julho de 1860, terceira coluna; Diário do Rio de Janeiro, 20 de julho, segunda coluna).
No Brasil Pitoresco foram publicadas fotografias produzidas por Frond, entre 1858 e 1860, que se tornaram reproduções litográficas executadas em Paris, na Maison Lemercier, por artistas como Charpentier, Aubrun e Cicéri, dentre outros. O livro-álbum de Frond, segundo Boris Kossoy (1941 – ), reforçava a ideologia do exotismo marcante nos relatos e crônicas dos viajantes europeus que percorreram o Brasil no século XIX e integrava, de forma suave, a presença dos escravos às paisagens e às edificações “através de composições idealizadas e estetizantes”. Segundo Lygia Segala, a obra traz a tensão entre a eficácia política e seu sucesso editorial, o reconhecimento profissional e o retorno financeiro, a arte engajada e o souvenir tropical.
Além disso, no Brasil Pitoresco foram popularizadas as imagens do Pão de Açúcar, dos Arcos da Carioca e do Outeiro da Glória, locais que se tornaram marcos da fotografia de paisagem no Rio de Janeiro.
Por ser republicano, Frond havia sido exilado da França em 1852, após manifestar-se contra o golpe de estado de Luís Napoleão Bonaparte, futuro Napoleão III (1808 – 1873), então presidente da Segunda República Francesa, em 2 de dezembro de 1851 . Na época, Frond era subtenente e integrava o Batalhão de Bombeiros de Paris. Foi um dos personagens da pintura de Gustave Courbet (1819-1877), Le départ des pompiers courant à un incendie (1851). “O segundo tenente, Jean-Victor Frond, representado no grupo de bombeiros, ficou do lado dos republicanos. Traduzido em um conselho de guerra, ele foi deportado para a Argélia” (Site do Petit Palais).
O texto do Brasil Pitoresco foi escrito pelo jornalista e político francês Charles Ribeyrolles (1812-1860), republicano como Frond. Ele também havia sido exilado da França por Napoleão III. Chegou ao Brasil, em julho de 1858 ( Correio Mercantil , de 8 de julho de 1858, terceira coluna), e, cerca de dois anos depois, faleceu, em Niterói (Diário do Rio de Janeiro, de 3 de junho de 1860, na terceira coluna).

Retrato de Charles Ribeyrolles, c. 1865. Paris, França. Panthéon des illustrations françaises au XIXe siècle, de Victor Frond.
Frond produziu, em 1860, quando acompanhou a viagem do naturalista e explorador suíço Johan Jacob von Tschudi (1818 – 1889), registros fotográficos do Espírito Santo, tanto de Vitória como das colônias agrícolas de imigrantes. Tschudi havia sido nomeado embaixador da Confederação Helvética no Brasil e estudou os problemas dos imigrantes suíços em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. De suas viagens a essas províncias, resultou o livro Viagens na América do Sul, obra publicada, em Leipzig, pela Editora Brockhaus, entre os anos de 1866 e 1869. A tradução de seu relatório foi publicada pelo Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, incluindo as fotografias de Frond, devidamente identificadas.
Em meados da década de 1860, Frond já havia retornado à França. Faleceu em 16 de janeiro de 1861, em Varrèdes.

Cronologia de Jean-Victor Frond (1821 – 1881)
1821 – Jean-Victor Frond nasceu, em 1º de novembro, em Montfaucon, na França, filho de Jean Frond (1779 – 1841) e Marie Figeac (1791 – 1841). Provavelmente, Frond estudou no Seminário Diocesano de sua cidade natal.
1839 – Apresentou-se para o serviço militar, no 57º Regimento da Infantaria de Ligne.
1841 – Em 18 de abril, passou a integrar a Infantaria da Marinha, cuja responsabilidade era proteger portos e arsenais franceses, além de defender as colônias e os países sob protetorado da França.
1841 a 1846 – Participou de operações de campanha na Martinica. Uma curiosidade: em sua ficha no 2º Regimento de Infantaria da Marinha, foi descrito como um homem de estatura mediana (1,64m), cabelos e olhos castanhos, testa larga, nariz grande, boca miuda, queixo vincado, sem cicatrizes.
1850 – Deixou a Infantaria da Marinha, onde havia galgado as patentes de suboficial e oficial inferior, e entrou para o Batalhão do Corpo dos Bombeiros. Foi morar em Paris.
1851 – Foi publicado, na França, o livro De l´insuffisance des secours contre l´incendie et des moyens d´organiser ce service public dand toute la France, de autoria do subtenente Jean Victor Frond, que integrava o Batalhão de Bombeiros de Paris, mais precisamente, a 4ª Companhia, na rua Poissy. Já havia conquistado uma certa liderança na caserna.
Em 2 de dezembro, aconteceu um golpe de Estado na França, liderado por Luís Napoleão Bonaparte, futuro Napoleão III (1808 – 1873), então presidente da Segunda República Francesa. A Assembleia Nacional Francesa foi dissolvida e o império foi restabelecido, no ano seguinte.
Em 3 de dezembro, o republicano Frond manifestou-se contra o golpe. Foi ordenado que ele cumprisse uma licença obrigatória e que ele entregasse sua espada. Abandonou a caserna e tentou participar dos movimentos de resistência republicana. Foi decretada sua prisão.
Em 9 de dezembro, foi preso e levado para o Hotel de Conselho de Guerra, na rua du Cherche Midi.
Foi transferido para uma prisão militar.
1852 – Em 21 de janeiro, foi posto em liberdade, mas nessa mesma noite foi novamente detido, dessa vez pela Prefeitura de Polícia.
Foi transferido para o forte de Ivry e depois para o forte de Bicêtre.
Acusado de homem muito perigoso e de demagogo da pior espécie, foi condenado à transportação para a colônia penal na Argélia.
Entre março e abril, várias cartas foram enviadas à comissão responsável pelo processo contra Frond e também para o príncipe-presidente com pedidos de clemência e de comutação de pena.
Em 15 de maio, Frond foi levado para o Havre, e, em seguida, para o porto de Brest, de onde foi transportado para a colônia penal na Argélia.
Frond fugiu da Argélia. Passou por Lisboa e chegou em Southampton, na Inglaterra.
Em Londres, conheceu Charles Ribeyrolles (1812 – 1860), jornalista e militante político republicano francês, amigo do escritor Victor Hugo (1802 -1885). Ribeyrolles havia sido expulso da França por Napoleão III. Ele veio a ser o escritor do Brasil Pitoresco.
1853 – Frond foi um dos nomes da lista parcial de anistia de Luís Bonaparte.
Escreveu panfletos em defesa da causa republicana.
1854 – Frond foi indicado para uma missão em Portugal e na Espanha para obter recursos materiais e estabelecer alianças políticas favoráveis à causa republicana francesa.
Em Lisboa, tornou-se fotógrafo.
1856 – Frond chegou ao Rio de Janeiro (Correio Mercantil, de 9 de outubro de 1856, na quinta coluna, sob o título “Entrarão hontem nesse porto”).
1857 – Foi apresentado como o oficial que organizou em grande parte o serviço de incêndios em Paris e foram comentados seus conhecimentos como fotógrafo (Correio Mercantil de 27 de agosto de 1857, na quarta coluna, embaixo).
Produziu retratos da família real e começaram a circular no Rio de Janeiro os primeiros fascículos do álbum Galeria dos brasileiros ilustres – Os Contemporâneos, com os retratos de d. Pedro II, da imperatriz Teresa Cristina e das princesas, litografados por Sébastien Auguste Sisson (1824-1898).
Foi anunciada a inauguração do estabelecimento fotográfico de Frond, na rua da Assembleia, 34, com a participação do alemão Adam Ignace Fertig (1810-?), pintor retratista (Diário do Rio de Janeiro, de 8 de maio de 1857 e Diário do Rio de Janeiro, de 11 de maio de 1857, na terceira coluna).
Foi publicada uma crítica da exposição com a qual o ateliê de Frond havia sido inaugurado, no dia 15 de maio (Diário do Rio de Janeiro, de 24 de maio de 1857, no “Folhetim”, quinta coluna).
Em 25 de maio, casou-se com Julie Charlotte Lacombe (1840-?), na Chancelaria do Consulado francês do Rio de Janeiro, tendo como testemunhas Fertig e Joseph Lacombe, irmão da noiva. Tiveram dois filhos no Brasil , Charles, em 1859, e Julie, em 1860; e duas filhas quando já estavam de volta na França, Henriette, em 1862, e Blanche, em 1866.
Frond expõs seus planos de fotografar as mais importantes províncias do Brasil e seus locais históricos. Para isso, havia fundado uma associação integrada pelo imperador Pedro II e por muitas pessoas distintas, nacionais e estrangeiras (Correio Mercantil, de 3 de novembro de 1857, na terceira coluna, embaixo, na coluna “Páginas Menores”).

No Correio Mercantil , de 9 de dezembro de 1857, na segunda coluna, Frond explicou o projeto do Brasil Pitoresco.
Foi publicada uma propaganda do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil , de 10 de dezembro de 1857, na quarta coluna, embaixo).

Correio Mercantil, 10 de dezembro de 1857
Entre 1857 e 1860, foi o fotógrafo que mais recebeu recursos da Mordomia Imperial: 12:027$000 réis.
1858 – Os retratos produzidos por Frond e retocados pelo sr. Fertig, pintor de miniaturas que trabalha em sua oficina fotográfica, foram elogiados (Correio Mercantil, de 3 de janeiro de 1858, na terceira coluna).
Foi publicada uma carta de Frond para os sub-escritores do Brasil Pitoresco explicando que não mais iria para Europa, onde buscaria material e pessoal para a execução da obra. Sua viagem havia sido impedida pelo governo de Bonaparte (Napoleão III), que via nele um conspirador. Aproveitou para agradecer a hospitalidade brasileira (Correio Mercantil , de 16 de março de 1858, na segunda coluna, sob o título “Publicações a pedidos”).
No novo número da Galeria dos Brasileiros Ilustres, foi publicada uma litografia de Sébastien Auguste Sisson (1824 – 1898), baseada numa fotografia do imperador Pedro II produzida por Frond (Correio Mercantil , de 27 de maio de 1858, na primeira coluna).
Em julho, chegou ao Rio de Janeiro o jornalista e militante político republicano francês Charles Ribeyrolles (Correio Mercantil , de 8 de julho de 1858, terceira coluna). Ribeyrolles havia sido expulso da França por Napoleão III e vivido na Inglaterra com o escritor Victor Hugo (1802-1885), o socialista Louis Blanc (1811 -1882) e o político Ledru Rollin (1807-1874), dentre outros. Foi o redator do Brasil Pitoresco. Tornou-se amigo dos escritores Machado de Assis (1839-1908) e Manuel Antônio de Almeida (1831-1861).
Frond viajou para Vassouras para começar os trabalhos do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil , de 17 de julho de 1858, na terceira coluna).
Na coluna “Folhetim”, foi publicado um extrato do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil, de 4 de outubro de 1858).
1859 – O escritor Machado de Assis (1839 – 1908) foi o único brasileiro presente em uma reunião na casa de Frond para celebrar o nascimento de seu primeiro filho com Julie Charlotte Lacombe, Charles Victor Marius Frond, nascido em 4 de janeiro. Ribeyrolles escreveu um poema intitulado Souvenirs d’Exil para saudar o menino, traduzido imediatamente por Machado. Estavam, na casa de Frond seus amigos Boulangier, Joseph Lacombe, Dr. H. Chomet, A. Lemâel, Leonce Aubé, Vieu, Pailleux, Salaberry, Massy e B. L. Garnier. Meses mais tarde, Machado de Assis publicou, no Correio Mercantil, seus primeiros versos em francês, prestando nova homenagem ao pequeno Charles Frond, no poema intitulado A Ch. F., filho de um proscrito (Correio Mercantil, 21 de julho de 1859, quarta coluna).

Correio Mercantil, 21 de julho de 1859
Foi anunciada a venda do primeiro volume do Brasil Pitoresco, informando que o segundo volume já estava no prelo (Correio Mercantil, de 4 de fevereiro de 1859, na primeira coluna).
Foi publicada uma crítica ao Brasil Pitoresco, assinada por H.M, provavelmente o jornalista Homem de Mello (Correio Mercantil , de 7 de abril de 1859, na coluna “Páginas Menores”).
Foi anunciada a iminente publicação do segundo volume do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil , de 5 de junho de 1859, na quarta coluna).
Foi publicada uma crítica ao segundo volume do Brasil Pitoresco, com um comentário sobre as dificuldades enfrentadas por Frond (Correio Mercantil , de 22 de agosto de 1859, na primeira coluna).
Foi anunciada a exposição das fotografias de Frond que integravam o Brasil Pitoresco, na casa do sr Bernasconi (Correio Mercantil , de 10 de setembro de 1859, na primeira coluna).
Anúncio em francês do Brasil Pitoresco (Correio Mercantil, de 27 de outubro de 1859, na terceira coluna).
Frond e Ribeyrolles se desentendem com o redator do Echo du Brésil, Alteve Aumont, que, segundo Frond, havia o acusado de aceitar “favores administrativos” e o chamado de “demagogo” (Correio Mercantil, de 31 de outubro, na terceira coluna sob o título “Publicações a pedido”; de 1º de novembro, na segunda coluna, embaixo; de 7 de novembro, na primeira coluna sob o título “Publicações a pedido”; e de 9 de novembro, na primeira coluna).
Foi noticiada a iminente partida de Frond e Ribeyrolles para Campos, a fim de continuarem o trabalho para o Brasil Pitoresco. Também foi anunciado que as fotografias que ficaram expostas na casa de Bernasconi & Moncada já haviam sido enviadas para Paris, onde seriam litografadas (Correio Mercantil, de 4 de novembro de 1859, na quinta coluna).
Ribeyrolles e Frond embarcaram para São João da Barra (Correio Mercantil de 27 de novembro de 1859, na última coluna).
1860 – Ribeyrolles e Frond embarcaram para Campos (Correio Mercantil de 24 de janeiro de 1860, na última coluna).
Foi publicada uma litografia de dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, de autoria de Carlos Linde (c. 1830 – 1873), baseada em fotografias de Frond (Correio Mercantil de 10 de fevereiro de 1860, na última coluna).
Frond embarcou para Santos (Correio Mercantil ,de 12 de maio de 1860, na última coluna), onde, contratado pelo Barão de Mauá, fotografou a cidade, na ocasião da inauguração dos trabalhos da linha férrea entre São Paulo e Jundiaí (Correio Mercantil, de 18 de maio de 1860, na primeira coluna).
Em 1º de junho, morte de Charles Ribeyrolles, em Niterói, de peritonite ou de febre amarela (Diário do Rio de Janeiro, de 3 de junho de 1860, na terceira coluna e Courrier du Brésil, de 8 de junho de 1860).
Foi noticiada a publicação do 21º fascículo da Galeria dos Brasileiros Illustres, editado por Sébastien Auguste Sisson (1824-1893), com um quadro das princesas Isabel e Leopoldina a cavalo, copiado de uma fotografia de Frond (Correio Mercantil, de 5 de junho de 1860, na terceira coluna).
Na edição de 8 de junho do Courrier du Brésil, foram divulgadas por Victor Frond duas cartas escritas pelo escritor francês Victor Hugo (1802-1885) a Charles Ribeyrolles sobre o Brasil Pitoresco.
Frond integrou uma comissão que objetivava construir um monumento em cima do túmulo de Charles Ribeyrolles (Correio Mercantil, de 24 de junho de 1860, na quarta coluna).
Por não concordar com várias decisões, Frond saiu da comissão e ofereceu 50 exemplares do Brasil Pitoresco para ajudar na construção do monumento (Jornal do Commercio, de 28 de junho de 1860, na penúltima e na última colunas e de 29 de junho de 1860, na sétima coluna).
Reprodução de uma crítica feita no jornal francês Monitor às primeiras gravuras do Brasil Pitoresco, vistas nas oficinas de Lemercier, em Paris (Correio Mercantil, de 20 de julho de 1860, na primeira coluna).
Chegaram de Paris 7 quadros, baseados nas fotografias de Frond, executados nas oficinas de Lemercier, em Paris. Seriam ofertados aos assinantes do Brasil Pitoresco(Correio Mercantil, de 14 de agosto de 1860, na segunda coluna).
A comissão para a construção de um monumento em cima do túmulo de Charles Ribeyrolles reuniu-se na casa de Frond e aprovou o projeto do escultor Dubois (Correio Mercantil, de 3 de setembro de 1860, na primeira coluna).
Foi anunciada a venda dos três volumes do Brasil Pitoresco, acompanhado de um álbum de 75 gravuras (Correio Mercantil, de 19 de setembro de 1860).
Foi anunciada a venda da oficina fotográfica de Victor Frond, que partiria para a Europa (Correio Mercantil, de 20 de setembro de 1860).
Foi noticiada a chegada de mais 10 vistas que integrariam o Brasil Pitoresco. Lista das obras com seus respectivos litógrafos (Correio Mercantil, de 4 de novembro de 1860, na quinta coluna).
Nascimento de Julie Louise Marie Jeanne Frond, em 8 de novembro de 1860, primeira filha de Frond e Julie Charlotte Lacombe.
1861 – O desenhista e caricaturista alemão Henrique Fleuiss (1824 – 1882), radicado no Brasil, publicou uma charge sobre o Brasil Pitoresco (Semana Ilustrada, de 17 de março de 1861).

Semana Ilustrada, de 17 de março de 1861
Frond enviou um exemplar do Brasil Pitoresco para o Instituto Histórico (Jornal do Commercio, de 2 de agosto de 1861, na sexta coluna).
Victor Frond requereu um passaporte (Jornal do Commercio, de 5 de setembro de 1861, na quarta coluna, sob o título “Repartição da Polícia”).
Um raio atingiu a casa de Frond sem causar muitos danos (Diário do Rio de Janeiro, de 12 de novembro de 1861, na terceira coluna).
Foi noticiada com entusiasmo a chegada das últimas 24 vistas para o Brasil Pitoresco – vieram da França no paquete Navarre (Diário do Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1861, na primeira coluna).
Frond fez parte do juri especial de Belas Artes da Exposição Nacional (Jornal do Commercio, de 9 de dezembro de 1861, na quinta coluna). O convite foi feito para amenizar o constrangimento da recusa da direção do evento em expor as litografias do Brasil Pitoresco durante a exposição, com a justificativa que haviam sido produzidas fora do Brasil. A Exposição Nacional foi inaugurada em 2 de dezembro, data do aniversário de Pedro II e terminou em 15 de janeiro de 1862.
1862 – Apresentou com Cesar Garnier, no ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, um projeto de embelezamento do Campo da Aclamação (Jornal do Commercio, de 12 de março de 1862, na sexta coluna).
O álbum encadernado pela Casa Lombaerts, cujo conteúdo era o Brasil Pitoresco, foi premiado na Exposição Nacional com medalha de prata. Foi doado a Pedro II como lembrança do evento. Está na Biblioteca do Museu Imperial em Petrópolis (Jornal do Commercio, 15 de março de 1862, na segunda coluna).
Foi publicada uma propaganda da venda de exemplares do Brasil Pitoresco, cuja renda seria revertida para a construção do monumento em homenagem a Charles Ribeyrolles (Jornal do Commercio, de 26 de abril de 1862, na última coluna).
Foram publicadas críticas ao projeto de embelezamento do Campo da Aclamação apresentado por Frond e Garnier (Semana Ilustrada, de 18 de maio de 1862 e de 25 de maio de 1862).
Sua esposa, Julie Frond, seus dois filhos e um cunhado partiram para a França (Diário do Rio de Janeiro, de 2 de junho de 1862, na última coluna).
Em fins de agosto, beneficiado pela anistia incondicional de 1859, Frond já se encontrava em Paris, na França, como editor da Maison Lemercier, na rua de Seine, 57.
Em Paris, em 7 de setembro, nascimento de Henriette Camille Lucie Laurent, primeira filha do casal Frond que nasceu na França.
1863 – Numa carta de 25 de maio, o pintor Gustave Courbet (1819-1877) recomendou os serviços de fotógrafo de Frond para o filósofo Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865).
1864 – Entre 1864 e 1869, os álbuns Panthéon des illustrations françaises au dix-neuvième siècle, primeiro projeto de Frond ligado à Maison Lemercier, foram vendidos por subscrição. A publicação seguiu os moldes da Galeria dos brasileiros ilustres.
1866 – Frond negociou a venda de quadros de Courbet para o superintendente das Belas Artes dos Museus Imperiais, o conde Alfred Émilien Nieuwerkerke (1811-1892).
Em 12 de fevereiro, em Paris, nascimento da última filha do casal Frond, Blanche Adrienne Léontine Frond.
1868 – Foi publicado o livro de Victor Frond, Histoire de la marine française – au XIXe siècle : portraits, biographies, autographes, editado por Abel Pilon.
1870 – Frond foi reintegrado, pelo decreto de 21 de dezembro de 1870, ao 124º Regimento de Infantaria de Linha como capitão.
1871 – Foi publicada sua obra, Atas e história do concílio ecumênico de Roma. Em 8 volumes, reunia textos, retratos, manuscritos e assinaturas. Foi editada por Abel Pilon e pela Maison Lemercier.
Pelo decreto de 7 de fevereiro de 1871, foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra e passou a receber uma pensão de 250 francos. Recebeu a condecoração em 18 de dezembro do mesmo ano.
Em novembro, foi para a reserva com uma pensão de 1.770 francos. Até meados da década, quando ficou muito doente, exerceu atividades administrativas no Palácio do Eliseu.
1872 – Em 30 de janeiro, recebeu do papa Pio IX, (1792 – 1878) o título de Comendador da Ordem de Pio IX.
1877 – Instalou-se com a família em Varrèddes, cidade francesa do Departamento Seine-et-Marne.
1878 – Uma versão afim do seu relato autobiográfico foi publicada no Cahiers complémentaire II —déposition des témoins, da Histoire d’un crime, do escritor Victor Hugo.
Em 17 de setembro, sua doença foi diagnosticada: ele sofria de esclerose cérebro-raquidiana.
1881 – Em 16 de janeiro de 1881, Victor Frond faleceu em Varrèddes.
Em 24 de março, foi realizado seu inventário e seus bens inventariados chegaram ao valor de 3.183 francos.
Foi autorizado pela Lei de Reparação Nacional, de 10 de julho de 1881, um pedido de indenização que Frond havia feito ao governo francês, em 1880, através de um texto manuscrito autobiográfico. Nele Frond se colocava como vítima do golpe de Estado de Luís Napoleão Bonaparte. Na época do pedido de indenização, ele e Julie tinham quatro filhos. Segundo Lygia Segala, é possível que o texto autobiográfico original tenha sido esboçado no contexto de resistência londrino, sendo depois readaptado às exigências do processo já mencionado.
O Brasil Pitoresco integrou a Primeira Exposição de História do Brasil realizada na Biblioteca Nacional e inaugurada em 2 de dezembro de 1881. A obra foi saudada pelo diretor da instituição, Ramiz Galvão (1846 – 1938), como grande ressurreição do passado e uma previsão do futuro.
1941 – Na coleção dirigida pelo bibliotecário municipal de São Paulo, Rubens Borba de Moraes (1899 – 1986), denominada Biblioteca Histórica Brasileira, da Livraria Martins de São Paulo, foi lançada a primeira reedição do Brasil Pitoresco, com dois volumes. Foi prefaciada por Affonso d’Escragnolle Taunay (1876 – 1958) com tradução e notas de Gastão Penalva (1887-1944). Integrava uma lista de livros raros.
1980 – Foi lançada a segunda reedição do Brasil Pitoresco, na Coleção Reconquista do Brasil, dirigida por Mário Guimarães Ferri (1918 – 1985). A reedição foi feita por uma parceira entre a Editora Itatiaia e a Universidade de São Paulo.
Para realizar essa cronologia biográfica, a Brasiliana Fotográfica consultou inúmeras fontes, principalmente jornais e a tese de doutorado Victor Frond – Luzes sobre um Brasil pitoresco, de Lygia Segala.
Andrea C. T. Wanderley
Editora-assistente e pesquisadora do portal Brasiliana Fotográfica
Fonte: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=3885

Le départ pour la roca

Pilage du café
















EQUIPAMENTO & TÉCNICA
CINCO CÂMERAS VINTAGE SOVIÉTICAS QUE SÃO MELHORES QUE O SEU iPHONE

Embora algumas dessas câmeras sejam bem baratas, elas são capazes de tirar fotos surpreendentes.
- Zenit-E

Indiscutivelmente, a mais famosa câmera fotográfica soviética. Esta é uma SLR (câmera reflex monobjetiva) de filme 35 mm que vem com lente removível. O modelo mais popular da série é o Zenit-E, com mais de 3 milhões de unidades produzidas entre 1965 e 1986.
Esta câmera é extremamente resistente, o que a torna muito durável, mas também tem suas desvantagens. Nas palavras de um fotógrafo popular, “esta coisa é um bloco de ferro”. No entanto, trata-se de uma boa opção a considerar se você é fã de câmeras vintage Leica, mas não tem dinheiro para comprar uma, pois esta câmera soviética é extremamente barata (algumas podem ser encontradas por menos de US$ 10 na Rússia).



2. Zenit Horizon

Horizon é o projeto altamente incomum da Zenit de câmera panorâmica de lente giratória mecânica. A câmera opera uma lente embutida em um tambor rotativo para criar imagens de grande angular com uma proporção de 2,4:1 em filme de 35 mm.
Quando a foto é tirada, o tambor gira de um lado para o outro, permitindo que a luz entre no filme gradualmente, ao contrário das câmeras de obturador comuns.
Também permite a criação de vários enquadramentos dentro de uma única imagem, uma técnica altamente incomum usada com sucesso por alguns fotógrafos.
“Cerca de 180 graus do que está à sua frente acabará na imagem”, diz um usuário do YouTube ao fazer uma resenha sobre sua Zenit Horizon. “Parece um tanque em sua mão”, acrescenta. “Mecanicamente, foi muito bem bolada. É realmente fácil de usar.”



3. Zorki 4K

Baseado na Leica II, este telêmetro mecânico soviético foi introduzido em 1956 e se tornou uma das primeiras câmeras a ser exportada para o Ocidente em grandes quantidades.
A velocidade do obturador do Zorki varia de um segundo a 1/1.000 de segundo. Seu visor é elogiado por utilizar a ampliação de 1x que permite ao fotógrafo manter os dois olhos abertos ao tirar a foto.
No entanto, a mecânica da câmera é supostamente rígida, o que torna seu uso uma experiência assustadora para iniciantes. Um usuário também adverte: “Se você sair brincando com ela, provavelmente quebrará. Você precisará ler o manual [primeiro].”



4. FED-2

De certo modo, esta câmera também se assemelha à Leica II. Introduzida em 1955, esteve em produção até 1970.
A velocidade do obturador é limitada a 1/25, 1/50, 1/100, 1/250 e 1/500. Isso pode parecer uma limitação, mas também torna o manuseio da câmera uma experiência mais direta.



5. Chaika II

Produzida entre 1967 e 1974, esta câmera é geralmente considerada robusta e altamente confiável. É uma câmera de meio quadro, o que significa que seu sensor tem metade do tamanho. Esse fator se traduz em uma câmera de tamanho mais compacto, porém menor resolução. Ainda assim, é perfeitamente adequada para uso diário, sobretudo para viagens. Curiosidade: seu nome deriva da designação da primeira mulher no espaço.



Fonte: https://br.gw2ru.com/ciencia/27500-5-cameras-vintage-sovieticas-melhores-iphone
PRATA DA CASA

GUSTAVO MINAS
Nasci em Cássia, uma pequena cidade no estado de Minas Gerais, Brasil. Me formei em Jornalismo, mas antes de conseguir um emprego na área, fui para Londres e trabalhei como garçom por um ano. Quando voltei para o Brasil, consegui um emprego como repórter em um jornal popular em São Paulo. Longas horas, turnos de fim de semana e um tédio infernal. Eu não estava feliz com isso, e isso me fez tentar a fotografia. Estudei com o mestre brasileiro Carlos Moreira por um ano em 2009, e essa experiência mudou minha vida. Fui muito inspirado por seu trabalho e filosofia e por mestres da cor e da luz como Harry Gruyaert, Alex Webb e Gueorgui Pinkassov. Saí às ruas para fotografar. Aprendi os atalhos de São Paulo e gostei da ideia de fazer algo só para me agradar enquanto todos os outros estavam correndo para o trabalho. Nunca parei desde então. Fotografo todos os dias, em casa ou nas ruas. É muito difícil para mim ficar em casa se a luz estiver boa lá fora. A luz e os reflexos desempenham um papel importante no que faço, mas a vida de outras pessoas me inspira ainda mais. Se eu tivesse que apontar o tema principal do meu trabalho, diria que é a condição humana nos espaços urbanos.
Em 2014, mudei-me para Brasília, uma cidade muito desafiadora para a fotografia de rua. Depois de alguns meses, percebi que a Rodoviária era um oásis de caos na cidade. Tenho me dedicado a fotografá-la desde 2015. Este projeto venceu a categoria Fotos do Ano Latam em 2017 e foi exibido no Centro de Fotografia de Montevidéu em 2018 e na 17ª Exposição Internacional de Arquitetura (La Biennale di Venezia) em 2021. Também me levou a publicar meu primeiro livro, Maximum Shadow Minimal Light, pela editora austríaca Edition Lammerhuber. Foi lançado com uma exposição individual na Freelens Galerie em Hamburgo em 2019. Em 2022, meu projeto "Liquid Series" foi exibido em uma exposição individual na Galeria Fiesp em São Paulo. O mesmo projeto foi indicado ao Prêmio Leica Oskar Barnack 2023.
Nos últimos anos, tenho ministrado workshops em diferentes países e também lançado um curso online com a Domestika, "Introdução à Fotografia de Rua". Acredito que, sob certas luzes, nada parece comum. Nunca fico entediado se estiver com minha câmera, e a fotografia tem sido minha forma de me conhecer e conhecer o mundo, e também de me conectar com as pessoas.






























Fonte: https://www.instagram.com/gustavominas/
FOTOLENDO
A IMPORTÂNCIA DA IMAGEM NA MÚSICA
Por Ronaldo Rodrigues
Música e vídeo são quase indissociáveis hoje em dia – é difícil imaginar uma música comercial que não tenha um videoclipe bastante chamativo. Vamos explorar um pouco mais essa relação e como ela evoluiu ao longo dos anos.

A primeira relação da música (gravada) com a imagem foi através da fotografia. Ambas invenções – gravação de sons e prensagem de um disco e de imagens através da fotografia em papel – datam do fim do século XIX. Contudo, passaram-se algumas décadas até que fotos dos artistas passassem a estampar capas de compactos ou long-plays (LPs). Nisso, o critério da aparência do/a artista (ou conjunto) tornou-se bastante relevante. Pense que o primeiro critério de compra de um produto físico é a beleza visual – uma embalagem atrativa, uma foto bem tirada e uma pessoa bem aparentada (de acordo com o padrão de beleza local-temporal) na capa, tem maior potencial de chamar a atenção do possível comprador. Obviamente, que o critério final para a compra da música, acaba sendo o critério sonoro, mas é impossível desprezar o peso do aspecto visual na decisão de consumo (e isso se mantém até hoje). Publicações impressas também davam espaço a músicos e cantores e, nisso, novamente, a aparência importava.
A relação entre o visual e a música atingiu um aspecto ainda mais relevante com a invenção da TV (década de 1950) e em paralelo com o cinema (que já usava trilhas sonoras desde a época do cinema mudo, mas majoritariamente usava a música das orquestras para tal). O visual deixou de ser estático para ser dinâmico – não só a aparência importava, mas também a forma como o artista se portava, gesticulava, se movimentava, dançava, interagia com os outros diante das câmeras, etc. Já desde o início, formas criativas de apresentar a música na TV surgiam, sejam em programas de auditório com um determinado cenário condizente com a música apresentada, acompanhamento de dançarinos, filmagens em locais abertos, montagens, etc. Todas essas experiências das TVs ao redor do mundo culminaram com a massificação dos filmes musicais no fim dos anos 60 e dos videoclipes no fim dos anos 70. Companhias fonográficas, produtores e as próprias bandas passaram a traçar estratégias claras para vídeo de forma a promover mais apropriadamente a música. De forma cumulativa, a importância da fotografia para a música mantinha-se intacta.
A produção de videoclipes ganhou escala com o advento da MTV, um canal de TV dedicado exclusivamente aos videoclipes. O advento da MTV gerou um grande investimento das companhias fonográficas no formato, no qual não bastava apenas que a banda aparecesse – era preciso aparecer de uma forma criativa e atraente. Isso poderia ser obtido de muitas formas diferentes que não apenas mostrando a banda em um palco ou em estúdio tocando, mas sim fazendo uma espécie de “curta-metragem” com um enredo e produção digna de cinema, ou usando de artifícios apelativos e polêmicos para deixar a audiência chocada. A importância do videoclipe atingiu tamanha proporção que hoje eles até ofuscam a música. Na música pop, em especial, a coreografia, a pose, as roupas apelativas (ou a falta delas), os efeitos visuais, a ostentação do cenário, o “estilo de vida” vendido nas imagens, a (suposta) narrativa político-social da música, acaba tendo importância maior que o conteúdo musical.

Para quem ainda duvidar da importância da imagem/vídeo na música, basta atestar que o YouTube, um canal de VÍDEOS, é o site mais acessado para quem quer ouvir MÚSICA. E o Instagram, uma das redes sociais mais acessadas nos anos mais recentes, é assentado primordialmente em fotos e vídeos. Ou seja, hoje para a música a imagem é tudo. Nisso, é fundamental que os músicos e bandas, invistam em design, fotografia, cenografia, vestuário e vídeo buscando os melhores recursos possíveis para fazer frente a esse mercado musical tão visual quanto é o atual.
Fonte: https://www.ronaldorodrigues.com.br/post/a-import%C3%A2ncia-da-imagem-na-m%C3%BAsica
FOTÓGRAFOS EM TODA TERRA
Robert Clark

Robert Clark é um fotógrafo freelancer radicado em Nova York, trabalhando com as principais revistas, editoras e campanhas publicitárias de ponta do mundo. É também autor de quatro monografias: "Evolution A Visual Record", "Fears Displays of Brilliant Plumage", "First Down Houston A Year with the Houston Texans" e "Image America", o primeiro livro de fotografia fotografado exclusivamente com a câmera de um celular. Seu trabalho aparece regularmente na revista National Geographic, entre outras revistas. Durante seus vinte anos de parceria com a National Geographic, Clark fotografou mais de 40 reportagens. Seu artigo de capa "Was Darwin Wrong?" ajudou a National Geographic a conquistar um prêmio da National Magazine em 2005. No início de sua carreira, Clark documentou a vida de jogadores de futebol americano do ensino médio para o livro "Friday Night Lights". Em 2003, o Museu de Belas Artes de Houston trouxe Clark de volta ao Texas para registrar o primeiro ano do novo time da NFL, o Houston Texans. Clark dirigiu recentemente o curta-metragem "8 Seconds", como parte de uma campanha publicitária para a Russell Athletic. Ele mora no Brooklyn com a esposa e a filha e é dono do Ten Ton Studio no Brooklyn Navy Yards. Ele pode ser seguido no Instagram @RobertClarkphoto ou seu trabalho pode ser visto em RobertClark.com.





















Fonte: https://www.robertclark.com/
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